Cotidiano

‘Agosto Lilás’ leva atendimento para mulheres vítimas de violência nos bairros de Campo Grande

Campanha tem como objetivo divulgar lei Maria da Penha e conscientizar sobre o fim da violência contra mulher

Mylena Rocha e Dayene Paz Publicado em 02/08/2021, às 11h15

Lançamento da campanha aconteceu nesta manhã na Casa da Mulher.
Lançamento da campanha aconteceu nesta manhã na Casa da Mulher. - Henrique Arakaki/Midiamax

A campanha ‘Agosto Lilás’ foi lançada nesta segunda-feira (2) e conta com ações para conscientização sobre a violência contra a mulher em Campo Grande. Entre as atividades, a campanha vai levar informação e atendimento jurídico às mulheres nos bairros. 

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Coordenadora do Nudem fala sobre a conscientização contra violência doméstica. (Foto: Henrique Arakaki)

A coordenadora do Nudem (Núcleo de Defesa da Mulher), Thais Dominato, explica que o Núcleo faz atendimento especializado para mulheres vítimas de violência e que a procura tem aumentado cada vez mais. Segundo Dominato, há quatro defensorias voltadas ao atendimento das mulheres, uma delas funciona na Casa da Mulher Brasileira. 

“A defensoria faz parte da defesa da mulher e temos um braço da defensoria aqui [na Casa da Mulher]. Estamos intensificando a divulgação da lei Maria da Penha, que faz 15 anos. Faremos atividades nas comunidades, com atendimento jurídico”.

As atividades do Agosto Lilás levarão conhecimento e informações para as mulheres vítimas de violência. A subsecretária Municipal de Políticas Públicas para a Mulher, Carla Stephanini, afirma que agosto será um mês de conscientização sobre a violência doméstica e familiar.

“Estamos aqui no sentido de prevenir, coibir e eliminar a violência contra a mulher. Aquelas que se identificarem como vítimas, podem procurar a Casa da Mulher Brasileira”, reforça. 

Stephanini ressalta que as pessoas devem denunciar situações de violência e que é preciso ‘meter a colher’ para que as vítimas saiam desse ciclo e os agressores possam ser punidos. A secretária diz que os agressores podem ser reeducados, um trabalho feito junto ao Ministério Público. “É uma rede sociofamiliar de proteção. Precisamos dizer às mulheres que serão amparadas e para a sociedade que precisa denunciar pelo 180”. 

Jornal Midiamax