Cotidiano

Em MS, 368 pacientes mortos em decorrência de coronavírus não tinham comorbidades

Sem perfil único, a letalidade da Covid-19, o novo coronavírus, tem feito vítimas de várias idades e até pacientes sem comorbidades pré-existentes. De acordo com o balanço realizado pela SES (Secretaria Estadual de Saúde), 368 pessoas mortas em decorrência da doença estavam aparentemente saudáveis, sem enfermidades informadas. Os dados apontam que, desde o início da […]

Karina Campos Publicado em 10/01/2021, às 07h47 - Atualizado em 11/01/2021, às 07h42

(Foto: Reprodução/ Gov MS)
(Foto: Reprodução/ Gov MS) - (Foto: Reprodução/ Gov MS)

Sem perfil único, a letalidade da Covid-19, o novo coronavírus, tem feito vítimas de várias idades e até pacientes sem comorbidades pré-existentes. De acordo com o balanço realizado pela SES (Secretaria Estadual de Saúde), 368 pessoas mortas em decorrência da doença estavam aparentemente saudáveis, sem enfermidades informadas.

Os dados apontam que, desde o início da pandemia em Mato Grosso do Sul, até agora, 45% eram de pacientes que tinham doença cardiovascular crônica e mais de 15% mortes ocorreram em pessoas sem nenhuma doença relatada.

“Ninguém está livre. A Covid-19 é uma doença que provoca uma inflamação exacerbada e pode afetar o corpo todo. E mais: hoje vemos uma mudança na faixa etária, com pessoas mais jovens vindo a óbito em relação às mortes registradas no primeiro pico da pandemia, entre julho e agosto”, disse a diretora-presidente do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, Rosana Leite.

Já o percentual de mortes por doenças cardiovasculares representa 1.127 vítimas da Covid-19. “A teoria científica mostra que há uma necessidade de resposta cardiovascular frente à infecção causada por esse vírus e é justamente esta uma das falhas nesses pacientes”, ressalta a médica infectologista e integrante do COE/MS, Mariana Croda.

Ainda segundo a especialista, apesar do ranking do perfil de óbitos, a doença não está associada apenas ao perfil em pessoas que apresentam problemas cardíacos ou respiratórios. “A questão é multifatorial e ainda há lacunas que os estudos científicos ainda não esclareceram. As doenças crônicas têm várias repercussões no organismo, desde um processo inflamatório continuado até a diminuição da imunidade. Ainda tem os fatores relacionados aos medicamentos para tratar essas doenças”.

No balanço da secretaria, em em segundo lugar, no perfil das mortes por complicações da doença, com 893 casos, estão as pessoas diagnosticadas com diabetes, em terceiro, com 33,2%, os casos de hipertensão arterial sistêmica, em seguida pela obesidade e, em quinto lugar, os óbitos nos quais as pessoas tinham doenças respiratórias crônicas.

Jornal Midiamax