Cotidiano

VÍDEO: Guarda é recebida com foices e derruba barracos em invasão no Jardim Noroeste

Cerca de 32 barracos haviam sido erguidos no localem que houve invasão a área pública no jardim Noroeste, em Campo Grande.

Gabriel Maymone Publicado em 15/06/2020, às 18h27 - Atualizado em 16/06/2020, às 10h39

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Equipes da Guarda apoiaram ação para retirada de invasores. (Imagem: Reprodução)

Equipes da prefeitura fizeram desocupação de invasão a área pública no Jardim Noroeste, na tarde desta segunda-feira (15), em Campo Grande. Foram derrubados 22 barracos que estavam desocupados e outros 10 que tinham moradores foram notificados a deixar o local. (Veja o vídeo no fim da reportagem)

O diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários – antiga Emha, Eneas José de Carvalho Netto, disse à reportagem do Jornal Midiamax que guardas municipais e fiscais da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Semadur) foram recebidos com hostilidade. “Servidores falaram que invasores estavam com machetes e foices”, declarou.

Ainda conforme Netto, apesar da hostilidade e desacato aos servidores, nenhum invasor foi encaminhado para a delegacia. “Avisei que se colocarem o pé novamente naquela área serão recolhidos, não vamos aceitar”, exclamou.

A prefeitura recebeu denúncia pelo 156 ainda na manhã desta segunda-feira. A informação é de que o grupo havia se instalado no local neste fim de semana. “Um técnico nosso viu a movimentação e logo começamos a tomar as providências”, informou.

Além da área pública invadida, o grupo também ocupa dois terrenos particulares em volta. Segundo o diretor-presidente da agência de habitação, os proprietários dessas outras áreas serão comunicados para tomarem as providências. Conforme Netto, desde o início da atual administração já foram retirados mais de 200 focos de invasão pela cidade.

A área ocupada será parcelada em lotes para reassentamento de outros grupos. “Estamos retirando famílias que estão em baixo de rede de alta tensão. Existem outras situações antigas, que são tratadas de maneira diferente dado o aspecto legal para o assentamento”, explicou Netto.

Jornal Midiamax