Cotidiano

Suspenso, secretário envolvido na Operação Contágio pede exoneração do cargo

Afastado das funções de secretário Municipal de Fazenda, por determinação da Justiça,  na última quarta-feira (15),  Carlos Francisco Dobes Vieira pediu exoneração do cargo nesta sexta-feira (17). Ele é um dos investigados pela Operação Contágio, pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Dobes, que teria que ficar afastado do cargo por 90 dias, […]

Marcos Morandi Publicado em 17/07/2020, às 15h34

Agentes do Gaeco recolhem documentos da Contágio na casa da ex-secretária de saúde.(Foto: Marcos Morandi)
Agentes do Gaeco recolhem documentos da Contágio na casa da ex-secretária de saúde.(Foto: Marcos Morandi) - Agentes do Gaeco recolhem documentos da Contágio na casa da ex-secretária de saúde.(Foto: Marcos Morandi)

Afastado das funções de secretário Municipal de Fazenda, por determinação da Justiça,  na última quarta-feira (15),  Carlos Francisco Dobes Vieira pediu exoneração do cargo nesta sexta-feira (17). Ele é um dos investigados pela Operação Contágio, pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

Dobes, que teria que ficar afastado do cargo por 90 dias, enviou uma carta à prefeita de Dourados Délia Razuk (PTB) na qual faz referência à Operação do  MPMS, justificando o seu pedido de exoneração do cargo.

“Como já relatado, meu nome foi envolvido em processo judicial que contêm acusações das quais não tenho nenhuma participação, mas que me foram imputadas em detrimento ao exercício do cargo comissionado. A minha honra (sic), o meu caráter, e a minha história como servidor público de carreira não podem ficar maculadas e colocadas à execração pública”, pondera ele.

O ex-secretário nega participação em crimes de fraudes na aquisição de material em combate a pandemia do coronavírus, que é objeto da Operação Contágio. Servidor efetivo da Prefeitura, ele estava no comando da pasta desde setembro do ano passado.

“Como já relatado, meu nome foi envolvido em processo judicial que contêm acusações das quais não tenho nenhuma participação, mas que me foram imputadas em detrimento ao exercício do cargo comissionado. A minha hora (sic), o meu caráter, e a minha história como servidor público de carreira não podem ficar maculadas e colocadas à execração pública”, diz trecho da carta.

“Tenho a convicção que durante  trâmite processual as suposições levantadas na operação que investiga irregulares nos processos de licitações da Covid não prosperarão em relação à minha pessoa. Inclusive porque,  os atos administrativos seguiram a legislação pertinente, que foi desprezada pelo Ministério Público”, explica Dobes.

Na carta entregue a prefeita, Dobes diz entender que “a melhor medida a ser tomada, com todo o meu pesar e discordância, com a as acusações a  a mim imputadas pelo Promotor de Justiça Ricardo Rotunno, seja o desligamento da função, para que possa me dedicar exclusivamente à defesa e o reestabelecimento da verdade”.

Jornal Midiamax