Cotidiano

Site quer conscientizar mulheres vítimas de violência doméstica e abre novo canal de denúncias

Os aumentos dos casos de violência doméstica e de outras violações de direitos das mulheres motivaram o Governo do Estado a criar a plataforma “Não Se Cale” –acessível em http://www.naosecale.ms.gov.br–, voltada para conscientizar o público feminino sobre as agressões de gênero e também permitir um novo meio de atendimento online. O site foi apresentado nesta […]

Humberto Marques Publicado em 08/04/2020, às 15h52 - Atualizado às 15h53

Site fornece informações e canais de denúncia sobre violência contra a mulher. (Imagem: Reprodução)
Site fornece informações e canais de denúncia sobre violência contra a mulher. (Imagem: Reprodução) - Site fornece informações e canais de denúncia sobre violência contra a mulher. (Imagem: Reprodução)

Os aumentos dos casos de violência doméstica e de outras violações de direitos das mulheres motivaram o Governo do Estado a criar a plataforma “Não Se Cale” –acessível em http://www.naosecale.ms.gov.br–, voltada para conscientizar o público feminino sobre as agressões de gênero e também permitir um novo meio de atendimento online. O site foi apresentado nesta quarta-feira (8).

Conforme explicou a administração estadual, as regras de distanciamento social e de incentivo ao teletrabalho, se por um lado ajudam a conter o avanço do novo coronavírus (Covid-19), também geram desemprego e mantêm os agressores mais tempo perto das vítimas –sejam as mulheres ou filhos. Diante da possibilidade de aumento nos casos de violência, idealizou-se a criação da plataforma digital.

O secretário de Estado de Governo, Eduardo Riedel, disse que o endereço eletrônico ajudará as mulheres em situação de violência “para que se percebam como vítimas e procurem apoio especializado”, além de divulgar estudos e políticas públicas, estando em constante atualização. Já a subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Luciana Azambuja, reforçou que o conteúdo diversificado abrange diferentes tipos de violação dos direitos das mulheres e elenca políticas públicas e serviços à disposição.

Entre os conteúdos, estão as diversas formas de violência de gênero (feminicídio, crimes sexuais e violência obstétrica, entre outros), incluindo relacionamentos entre jovens e agressões a mulheres lésbicas, indígenas, negras, idosas, portadores de deficiência e contra as mulheres no meio cristão. É possível acompanhar no endereço dados, pesquisas, vídeos, podcasts, entrevistas e notícias.

“Muitas mulheres não conhecem o trâmite processual após o registro da ocorrência na Delegacia de Polícia e o site traz essas informações detalhadamente”, explicou a delegada titular da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Fernanda Felix. O site também traz detalhes do Promuse (Programa Mulher Segura), da Polícia Militar, focado na preservação das mulheres.

2019

Dados divulgados pelo Governo do Estado apontam que, no ano passado, foram registrados cerca de 18,7 mil boletins de ocorrência em Mato Grosso do Sul de crimes contra as mulheres, a maioria de ameaça e lesão corporal. Houve, ainda, 98 tentativas de feminicídio e 30 mortes consumadas.

Comparando-se com 2018, houve redução de 6,3% no número de mortes. Já de janeiro a março deste ano, houve 8 feminicídios e quase 4.500 boletins de ocorrência registrados.

Jornal Midiamax