Cotidiano

Sem remédios na Casa da Saúde, mãe precisa gastar cerca de R$ 400 para tratamento do filho

Elaine da Silva há meses gasta cerca de R$ 600 por mês em remédios para seu filho Gabriel da Silva, 18 anos, que sofre de epilepsia e deficiência intelectual, sequelas geradas após uma encefalite. Todo o valor é utilizado para a compra de três medicamentos: Carbamazepina, Topiramato e Clobazam, porém dois destes devem ser fornecidos […]

Gabriel Neves Publicado em 23/12/2020, às 14h07 - Atualizado às 14h23

Casa da Saúde alega problemas na entrega do Topiramato 100mg e Clobazam 20mg; Carbamazepina (caixa na imagem) não é disponibilizado pela rede pública. (Foto: Do leitor/Midiamax)
Casa da Saúde alega problemas na entrega do Topiramato 100mg e Clobazam 20mg; Carbamazepina (caixa na imagem) não é disponibilizado pela rede pública. (Foto: Do leitor/Midiamax) - Casa da Saúde alega problemas na entrega do Topiramato 100mg e Clobazam 20mg; Carbamazepina (caixa na imagem) não é disponibilizado pela rede pública. (Foto: Do leitor/Midiamax)

Elaine da Silva há meses gasta cerca de R$ 600 por mês em remédios para seu filho Gabriel da Silva, 18 anos, que sofre de epilepsia e deficiência intelectual, sequelas geradas após uma encefalite.

Todo o valor é utilizado para a compra de três medicamentos: Carbamazepina, Topiramato e Clobazam, porém dois destes devem ser fornecidos pela Casa da Saúde de Campo Grande.

O Topiramato 100mg e o Clobazam 20mg deveriam ser fornecidos pela rede pública de saúde, mas, ao pedir os medicamentos, ela alega que a resposta é sempre a mesma: “sem previsão para a chegada do medicamento”, disse Elaine.

Caso os dois medicamentos fossem entregues, Elaine economizaria cerca de R$ 390 no tratamento do filho. “O Topiramato custa R$ 180,00 para 30 dias, mas como o Gabriel toma duas doses por dia, acaba ficando R$ 360,00 e o Globazan custa uns R$28,00”, explicou a mãe.

Além dos gastos com remédio, Elaine ainda arca com as consultas mensais no neurologista, rotina vivida há cerca de 10 anos. “É direito dele”, reivindicou.

De acordo com a SES (Secretaria Estadual de Saúde), responsável pela Casa da Saúde, a falta do Topiramato ocorre por conta de um atraso na entrega da Sulmedic, empresa que venceu a licitação para fornecimento do medicamento.

Ainda na nota, a SES afirma que a entrega será regularizada em um prazo de 15 dias. Já o Clobazam 20mg “está com o processo licitatório de aquisição seguindo os tramites burocráticos necessários para a compra”.

A SES também informou que o Carbamazepina não é disponibilizado pela rede pública.

Jornal Midiamax