Cotidiano

Sem previsão de chuva, nível do Rio Paraguai atinge nível mais baixo da história em Assunção

Neste fim de semana, marcação atingiu os -46cm, ultrapassando a marca histórica de -40cm; Rio Paraguai continua com tendência de queda.

Gabriel Maymone Publicado em 12/10/2020, às 13h52

Em poucos dias, nível ultrapassou a marca de -40cm. (Foto: Reprodução)
Em poucos dias, nível ultrapassou a marca de -40cm. (Foto: Reprodução) - Em poucos dias, nível ultrapassou a marca de -40cm. (Foto: Reprodução)

O Rio Paraguai atingiu o nível mais baixo da história – e a situação deve piorar ainda mais. Conforme a ANNP (Administração Nacional de Navegação e Portos) do Paraguai, o rio atingiu a marca de -46cm em Assunção, superando a marca histórica de -40cm, registrada em 1969.

O gigante de 2.695 quilômetros de extensão que corta 4 países continua em tendência de queda. Assim, a previsão de especialistas é de que  chegue ao patamar de -60cm. Não chove praticamente em todo o Paraguai desde meados do ano. Também não há chuvas no Pantanal brasileiro, onde o Rio Paraguai normalmente recebe um grande volume de água

À reportagem do jornal ABC Color, o chefe de navegação e hidrologia da ANNP, Luis Jara, comentou que a seca vai continuar até dezembro. Ele acrescentou que não há grandes expectativas de chuvas que possam recuperar o nível do rio.

Rio Paraguai
Ilhota no meio do Rio Paraguai, em Assunção. (Foto: ABC Color)

Então, Luis Jara destacou que, ao norte, próximo a divisa com Mato Grosso do Sul, grandes embarcações não passam mais pelo rio Paraguai. “São muitos degraus de pedras que são os fatores determinantes, tem alguns lugares que não têm mais de um metro e oitenta, portanto, os grandes rebocadores não conseguem mais passar por esses lugares e optam por ficar”, explicou.

É importante destacar que o rio Paraguai em Assunção atingiu 7,58 metros (m) somente em maio do ano passado, depois começou a diminuir. O nível mais alto que registou até agora em 2020 foi no mês de janeiro, quando se situou em 3,28 m. Após subidas e descidas, a última vez que aumentou o seu caudal, foi no final de agosto. Na época, se situou nos 1,18 m, depois teve uma diminuição sustentada até atingir a marca atual, em apenas um mês e meio.

Jornal Midiamax