Cotidiano

Exceção na crise, floriculturas têm ‘boom’ nas vendas em Campo Grande

Difícil encontrar um setor que não sofreu com a pandemia do coronavírus, o que não foi o caso das floriculturas, que registraram um aumento na procura e nas vendas neste período. Os motivos são variados: saem flores para presentes, buquês, cultivo e até para coroas funerárias. “Meu movimento duplicou”, comemorou Daiana Castelari, proprietária de uma […]

Fábio Oruê Publicado em 18/09/2020, às 07h22 - Atualizado às 09h09

Procura por arranjos aumentou na pandemia. (Foto: Marcos Ermínio)
Procura por arranjos aumentou na pandemia. (Foto: Marcos Ermínio) - Procura por arranjos aumentou na pandemia. (Foto: Marcos Ermínio)

Difícil encontrar um setor que não sofreu com a pandemia do coronavírus, o que não foi o caso das floriculturas, que registraram um aumento na procura e nas vendas neste período. Os motivos são variados: saem flores para presentes, buquês, cultivo e até para coroas funerárias.

“Meu movimento duplicou”, comemorou Daiana Castelari, proprietária de uma floricultura na Avenida Rui Barbosa. Ela explicou que a procura por flores e arranjos para presentes aumentou muito desde o início da pandemia. “Até o dia dos pais, que nós não considerávamos uma data de venda, a gente teve aumento”, disse ela ao Jornal Midiamax.

Segundo Daiana, que também fornece flores para eventos, esse setor teve uma pequena queda nas vendas, mas que foi compensado com as vendas para presentes.

Em uma floricultura na Avenida Mato Grosso, as coroas de flores foram as que tiveram aumento. “Nós começamos a vender de 4 a 5 coroas por semana; um aumento de 50%”, contou a proprietária Lívia Cardoso.

O movimento também não teve queda considerável, segundo ela, e assim como as coroas funerárias, as flores para cultivo também registraram aumento.

“As pessoas cultivam para se distrair, flor é uma terapia e estamos em um momento de muita angústia”, opinou Lívia, que teve um aumento de 30% na procura por flores de jardim.

Da mesma opinião compartilha o dono de um viveiro na Avenida Gunter Hans. Para José Carlos, com mais tempo em casa, as pessoas decidiram investir no jardim.

“Às vezes a pessoa não tempo para cuidar e agora ficando mais em casa está cuidando das plantas”, disse ele, que vende bastante mudas, principalmente as frutíferas e adubos.

Jornal Midiamax