Cotidiano

Atacadistas fecham e fronteira do Paraguai com MS já tem 6 mil desempregados

O protesto desta terça-feira (22) pode ser um dos maiores da história da cidade e já reúne milhares de pessoas na ruas de Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, do lado brasileiro. Além de comerciantes, a manifestação aglutina funcionários demitidos e moradores das duas cidades. Em conversa com a reportagem do Jornal Midiamax, […]

Marcos Morandi Publicado em 22/09/2020, às 11h35 - Atualizado às 17h20

Manifesto conta com apoio de moradores das duas cidades. (Foto: Reprodução).
Manifesto conta com apoio de moradores das duas cidades. (Foto: Reprodução). - Manifesto conta com apoio de moradores das duas cidades. (Foto: Reprodução).

O protesto desta terça-feira (22) pode ser um dos maiores da história da cidade e já reúne milhares de pessoas na ruas de Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, do lado brasileiro. Além de comerciantes, a manifestação aglutina funcionários demitidos e moradores das duas cidades.

Em conversa com a reportagem do Jornal Midiamax, o presidente da Câmara de Comércio de Pedro Juan Caballero, um dos organizadores deste movimento que tomou as ruas da cidade, confirmou que ao longo da pandemia, mais de 5 mil pessoas já tinham sido demitidas. “Com anúncio de fechamento das três lojas do Maxi Supermercados e também do Fortis, esse número pode passar de 6 mil”, explicou Victor.

Segundo o comerciante, apesar da manifestação ter praticamente paralisado as duas cidades, até o momento, o Governo Paraguaio  ainda não fez nenhuma sinalização positiva sobre as reivindicações. “Só que depois de hoje, acredito que muita coisa vai mudar. Demos uma demonstração de força e conseguimos passar a mensagem de que ninguém mais aguenta essa situação”, comentou ele.

“Se as grandes empresas internacionais podem trabalhar, porque nós, pequenos e médios comerciantes não podemos manter nossas empresas funcionando, gerando emprego e renda”, ressaltando que o protesto deve durar praticamente todo o dia. “Espero que a gente não precise voltar às ruas, mas se não houver outro jeito, a gente volta”, concluiu o presidente da Câmara de Comércio.

Jornal Midiamax