Cotidiano

Professor de 33 anos é primeira morte por coronavírus da reserva indígena de Caarapó

O indígena Jesus de Souza, de 33 anos,  da etnia Caiuá, é  o primeiro óbito da aldeia Te`yikue, na Reserva de Caarapó, em Mato Grosso do Sul. Ele estava internado no Hospital da Vida e faleceu às 9h15 da manhã desta quarta-feira (2), em Dourados em decorrência de infecção por coronavírus. A morte do professor […]

Marcos Morandi Publicado em 02/09/2020, às 15h16 - Atualizado às 15h31

Líder participava efetivamente dos movimentos pelas causas ind;igenas. (Foto: Arquivo familiar).
Líder participava efetivamente dos movimentos pelas causas ind;igenas. (Foto: Arquivo familiar). - Líder participava efetivamente dos movimentos pelas causas ind;igenas. (Foto: Arquivo familiar).

O indígena Jesus de Souza, de 33 anos,  da etnia Caiuá, é  o primeiro óbito da aldeia Te`yikue, na Reserva de Caarapó, em Mato Grosso do Sul. Ele estava internado no Hospital da Vida e faleceu às 9h15 da manhã desta quarta-feira (2), em Dourados em decorrência de infecção por coronavírus.

A morte do professor Jesus, que era formado em Ciências Humanas pela UFGD (Universidade Federal das Grande Dourados) está sendo lamentada por lideranças e estudiosos da cultura indígena em todas as comunidades e principalmente pelos moradores da aldeia onde residia.

A reportagem do Midiamax apurou que Jesus participava efetivamente das causas da Aldeia Te`yikue , onde vivia. Em 2016 o professor foi ferido a bala durante conflito entre indígena e proprietários rurais da região.

Durante o ataque ocorrido na aldeia, o irmão de Jesus, Clodiodo foi assassinado. Na época seu pai Leonardo também reagiu acabou preso. Ele aguarda uma decisão do STF (Supremo Tribunal) e pode ser colocado em liberdade em virtude de pertencer ao grupo de risco do coronavírus.

Jornal Midiamax