Cotidiano

Prefeitura publica convênio de R$ 11 milhões para pagar 13º salário da Santa Casa

A prefeitura de Campo Grande oficializou, em publicação desta quarta-feira (23) no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), aditivo de convênio que repassa R$ 11 milhões para a Santa Casa de Campo Grande e põe fim ao atraso do 13º salário, que tem gerado paralisações e ameaças de greve na unidade. De acordo com o […]

Aliny Mary Dias Publicado em 23/12/2020, às 12h16 - Atualizado às 15h15

Protesto realizado nesta manhã (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)
Protesto realizado nesta manhã (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax) - Protesto realizado nesta manhã (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

A prefeitura de Campo Grande oficializou, em publicação desta quarta-feira (23) no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), aditivo de convênio que repassa R$ 11 milhões para a Santa Casa de Campo Grande e põe fim ao atraso do 13º salário, que tem gerado paralisações e ameaças de greve na unidade.

De acordo com o extrato publicado nesta quarta, os recursos vêm da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e do Fundo Municipal de Saúde. Com isso, serão depositados R$ 11.078.500,00 nas contas do hospital.

Conforme já previa a prefeitura nos últimos dias, assim que houvesse a publicação do termo, os recursos seriam encaminhados no mesmo dia para o hospital, que deve proceder com o pagamento do salário em atraso nas próximas horas.

O aditivo do convênio é assinado pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD), representantes da Sesau e da Santa Casa.

Protestos

Sem receber o 13º salário, os mais de 3,5 mil funcionários da Santa Casa ameaçavam entrar em greve a partir desta quarta-feira (23). Cerca de 60% dos trabalhadores da enfermagem e limpeza estão de braços cruzados em frente ao hospital aguardando o pagamento. A redução do corpo técnico prejudica o atendimento aos pacientes em meio a pandemia do coronavírus.

“Se não cair [na conta] hoje vamos entrar em greve”, disse o presidente do Siems (Sindicato dos Enfermeiros de Mato Grosso do Sul), Lázaro Santana.

Desde ontem, cerca de 40% do pessoal da enfermagem está trabalhando, mas o número pode cair para 30%, caso a greve seja deflagrada. Assim, o atendimento aos pacientes pode ficar prejudicado e a limpeza de alguns setores ficará comprometida.

Jornal Midiamax