Cotidiano

Prefeitura anuncia plano de retorno das aulas presenciais na rede de Campo Grande

A Prefeitura de Campo Grande, através da Secretaria Municipal de Educação, anunciou nesta quarta-feira (23) o plano de retorno das aulas presenciais na rede municipal de ensino para o ano de 2021. No entendo, os alunos só poderão voltar para as salas de aula, no próximo ano, quando e se houver orientação/autorização dos órgãos competentes […]

Bruna Vasconcelos Publicado em 23/12/2020, às 17h46 - Atualizado às 18h41

Na Escola Municipal Professor Vanderlei Rosa de Oliveira, no Novos Estados, a equipe aplica o produto de desinfecção. (Foto: Divulgação/Semed)
Na Escola Municipal Professor Vanderlei Rosa de Oliveira, no Novos Estados, a equipe aplica o produto de desinfecção. (Foto: Divulgação/Semed) - Na Escola Municipal Professor Vanderlei Rosa de Oliveira, no Novos Estados, a equipe aplica o produto de desinfecção. (Foto: Divulgação/Semed)

A Prefeitura de Campo Grande, através da Secretaria Municipal de Educação, anunciou nesta quarta-feira (23) o plano de retorno das aulas presenciais na rede municipal de ensino para o ano de 2021. No entendo, os alunos só poderão voltar para as salas de aula, no próximo ano, quando e se houver orientação/autorização dos órgãos competentes para essa finalidade, proveniente das esferas federal, estadual e municipal, observada a situação pandêmica do momento.

Conforme resolução divulgada no Diário Oficial de Campo Grande, a Semed (Secretaria Municipal de Educação) antecipou-se e divulgou o documento para discussão das dimensões relacionadas à organização pedagógica (aspectos cognitivos), aos aspectos socioemocionais e ao protocolo de biossegurança para possível retorno às aulas presenciais na Reme.

O órgão pede que, logo que retornarem as aulas, os responsáveis pelos alunos não devem enviar os filhos para a escola, caso apresentem dores pelo corpo, dor de garganta, calafrios, coriza, tosse, dor abdominal, diarreia, dor no peito, manchas pelo corpo ou febre (37,5º C ou superior), perda de paladar ou do olfato, além de
manterem o distanciamento físico na entrada e na saída da escola e transformarem em hábito o uso da máscara, hoje um ato obrigatório.

Os alunos receberão formação sobre o conceito de pandemia, sintomas e formas de transmissão da Covid-19, orientações sobre o respeito às medidas de protocolo de saúde e de prevenção à doença, no ambiente educacional. As formações deverão atender à idade da criança e/ou do aluno, com diferentes recursos, para discutir o uso obrigatório de máscara por crianças, a partir de 4 anos, uma vez que, embora a recomendação de uso obrigatório seja a partir dos 6 anos de idade, antes disso há mais risco de uso inadequado, além das práticas de higiene e de distanciamento físico nas instituições escolares.

Aos alunos com deficiência, serão propostas adaptações que atendam às necessidades específicas.

Na primeira semana, por exemplo, retornarão os alunos dos últimos anos, de forma gradual, fundamental para a implementação da formação e do plano de comunicação. Quanto aos alunos do grupo de risco, as práticas pedagógicas ainda serão oferecidas no formato remoto.

Depois do acolhimento dos alunos, da família e dos profissionais de educação, no período de retorno presencial às aulas, será dado início ao processo de recuperação
das aprendizagens, conforme organização didática da escola, orientada pela Secretaria Municipal de Educação/SEMED.

A organização didática a que se menciona passa por aplicação de avaliação diagnóstica para planejamento das ações didáticas da equipe escolar, com foco nas necessidades reais de aprendizagem dos alunos e/ou da turma.

Por meio da avaliação diagnóstica, é possível avaliar as competências e habilidades e gerar, assim, possibilidades pedagógicas para identificar as causas das
dificuldades enfrentadas pelos alunos.

Sobre as medidas de segurança estão:

a) higienizar, pelo menos meia hora antes da chegada dos alunos, todos os espaços
escolares e mobiliários (mesas, cadeiras escolares, armários etc.);

b) proceder à limpeza e desinfecção dos reservatórios de água e dos bebedouros, antes do retorno às aulas presenciais, com periodicidade semestral ou sempre que julgar necessário;

c) lacrar as torneiras a jato que permitem a ingestão de água diretamente dos bebedouros, de forma que se evite o contato da boca do usuário com o equipamento;

d) garantir que o usuário não beba água diretamente do bebedouro, para evitar contato da boca com a haste (torneira) do equipamento, por meio de procedimentos estabelecidos e executados por empresa especializada.

e) orientar os alunos e supervisionar quanto ao uso de copos individuais e/ou descartáveis e o dispensador de água;

f) proibir o uso de copos comunitários.

O documento ainda informa que atualmente, existem 108.839 alunos matriculados, 7.441 profissionais da educação e 5.174 servidores administrativos.

Jornal Midiamax