Cotidiano

Pesquisa de MS vai monitorar presença do novo coronavírus em doadores de sangue assintomáticos

Pesquisadores da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) querem detectar material genético do novo coronavírus e estimar a soroprevalência em doadores de sangue assintomáticos no Hemocentro de Dourados. A “Pesquisa de Sars-CoV-2 em doadores de sangue assintomáticos” foi aprovada em primeiro lugar no edital da SES-MS (Secretaria de Estado da Saúde de Mato Grosso do […]

Adriel Mattos Publicado em 06/12/2020, às 15h43 - Atualizado às 15h45

Foto: Leopoldo Silva, Agência Senado
Foto: Leopoldo Silva, Agência Senado - Foto: Leopoldo Silva, Agência Senado

Pesquisadores da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) querem detectar material genético do novo coronavírus e estimar a soroprevalência em doadores de sangue assintomáticos no Hemocentro de Dourados. A “Pesquisa de Sars-CoV-2 em doadores de sangue assintomáticos” foi aprovada em primeiro lugar no edital da SES-MS (Secretaria de Estado da Saúde de Mato Grosso do Sul) em parceria com o Ministério da Saúde.

Segundo a coordenadora do projeto, Herintha Coeto Neitzke-Abreu, serão realizados testes de RT-PCR – o popular “cotonete no nariz” – e o teste sorológico para pesquisa de anticorpos. “Queremos verificar se esses doadores de sangue podem estar com o Sars-CoV-2 e evitar a transmissão transfusional”, explica.

Esse material será processado pela própria universidade. “As coletas de saliva, swab nasal [hastes flexíveis inseridas no nariz e garganta] e sangue periférico serão feitas apenas no Hemocentro. Após as coletas, as amostras serão processadas e os testes realizados no Laboratório de Pesquisa em Ciências da Saúde [LPCS]”, detalhou.

As atividades serão desenvolvidas por alunos de iniciação científica dos cursos de Medicina e Biotecnologia, e de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde/, com colaboração dos demais pesquisadores do LPCS. 

“Temos que nos unir, sem medir esforços, em prol de um objetivo único: buscar novos conhecimentos para entender a atuação do vírus a fim de que este seja controlado e deixe de amedrontar e matar tanta gente”, disse Herintha.

O projeto conta com a parceria da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) de Pernambuco. O prazo para execução é de até de dois anos, porém, devido à atual gravidade e urgência dos resultados, o grupo pretende finalizar as pesquisas até o final de 2021.

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