Cotidiano

Parceria da UFMS com empresa possibilita testagem de respirador de emergência

 Referência no ensino, pesquisa e extensão, a UFMS foi procurada pela Leventronic, empresa privada de Mato Grosso do Sul, para ser parceira na testagem de um respirador de emergência desenvolvido com o objetivo de auxiliar pessoas acometidas pela Covid-19.  O aparelho chamado de Leven 67 funciona como um robô que ao apertar um reanimador manual […]

Diego Alves Publicado em 10/11/2020, às 23h53 - Atualizado em 11/11/2020, às 00h06

Divulgação
Divulgação - Divulgação

Referência no ensino, pesquisa e extensão, a UFMS foi procurada pela Leventronic, empresa privada de Mato Grosso do Sul, para ser parceira na testagem de um respirador de emergência desenvolvido com o objetivo de auxiliar pessoas acometidas pela Covid-19.

O aparelho chamado de Leven 67 funciona como um robô que ao apertar um reanimador manual consegue controlar o fluxo de oxigênio que entra no paciente. Antes de chegar ao mercado, o equipamento precisa passar por uma série de avaliações. Além de Mato Grosso do Sul estão sendo realizados testes em São Paulo e no Rio Grande do Sul, com a finalidade de verificar a parte de eletromagnético, sanitária, de segurança e documentação do aparelho.

Na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (Famez) foi realizado o teste em suínos, uma vez que o animal apresenta respiração semelhante a dos seres humanos.“É um respirador que ficou em desenvolvimento nesses últimos meses, e após a aprovação do Comitê de Ética nós estamos fazendo os testes em suínos. A próxima etapa será na utilização em humanos”, explica o diretor da Famez Fabrício de Oliveira Frazílio. O aparelho foi testado no animal por um período de 48 horas. Os testes em humanos serão realizados na Faculdade de Medicina, assim que for aprovado pela Comissão de Ética.

O empresário Ricardo Nantes destaca a importância da parceria com a Universidade e explica a origem do nome do respirador. “Leven significa vida em holandês e 67 é uma homenagem ao estado de Mato Grosso do Sul, onde foi desenvolvido o aparelho”, destaca.

“A UFMS foi fundamental nesse processo. Essa parceria entre o público e privado é muito bem-vinda porque auxilia no projeto, ela contribui muito para o avanço científico e todos acabam ganhando. A gente consegue desenvolver um equipamento que será entre dez a doze vezes mais barato do que um convencional, e estaremos oferecendo serviços muito compatíveis com um ventilador convencional de mercado. Obviamente ele tem que ser usado de forma transitória e emergencial. Graças a essa parceria da UFMS a gente conseguiu realizar essas pesquisas aqui no nosso estado mesmo”, comentou Nantes. (Informações da assessoria)

Jornal Midiamax