Cotidiano

Onça parda morre atropelada na BR-262 em MS

Uma onça parda morreu atropelada nesta quinta-feira (31) na BR-262 entre Aquidauana e Miranda. Fotos do animal morto nas margens da rodovia circulam nas redes sociais. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) entrou em contato com a PMA (Polícia Militar Ambiental). Porém, segundo a PMA, não há lugar para armazenar o animal para a realização de […]

Diego Alves Publicado em 31/12/2020, às 19h38 - Atualizado em 01/01/2021, às 08h48

Onça parda morreu atropelada na BR-262 (Via WhatsApp)
Onça parda morreu atropelada na BR-262 (Via WhatsApp) - Onça parda morreu atropelada na BR-262 (Via WhatsApp)

Uma onça parda morreu atropelada nesta quinta-feira (31) na BR-262 entre Aquidauana e Miranda. Fotos do animal morto nas margens da rodovia circulam nas redes sociais. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) entrou em contato com a PMA (Polícia Militar Ambiental).

Porém, segundo a PMA, não há lugar para armazenar o animal para a realização de taxidermia para a uma futura utilização em educação ambiental. Com isso, o animal foi retirado da margem da pista e colocado em meia à vegetação, longe da rodovia, para evitar a parada de curiosos na pista. O trecho não possui a cerca que foi instalada pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), para evitar que os animais atravessem a pista.

O MPF inclusive chegou a ajuizar ação para obrigar o DNIT em relação a melhorias da proteção com as cercas.  Os cercados de um trecho ao outro nas laterais da rodovia foram instalados para ‘proteger a fauna silvestre de atropelamentos’ impedindo que os animais atravessassem de um lado para o outro, porém, o DNIT e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) nunca informaram sobre a eficácia do material instalado na pista.

No trecho em que atravessa o pantanal sul-mato-grossense, entre Aquidauana e Corumbá, a BR-262 ostenta o título de estrada mais letal do país para a fauna silvestre. O pesquisador da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) Wagner Fischer monitora há 20 anos este trecho de estrada, classificando-a, em relação à vida selvagem, como “a mais mortal no Brasil e uma das mais mortais do mundo”. A recente estimativa dos pesquisadores da UFMS é de que, entre atropelamentos reportados e não reportados, o número já ultrapasse 3 mil mortes por ano, que atingem até 88 espécies de animais silvestres, entre elas algumas ameaçadas de extinção, como o macaco prego e o cervo do pantanal.

O MPF pediu à instalação de duas cercas de proteção e condução de passagens inferiores de fauna pelas pontes de vazantes, uma entre os km 697,26 – km 700,46 e outra entre os km 712,90 – km 717,014, obra que deverá ser acompanhada pelo Ibama; a instalação de 60 m de Cercas de Proteção e Condução de Passagens Inferiores de Fauna, bem como defensas metálicas para cada uma delas, pelas pontes de vazantes do Córrego Acogo, Córrego Laranjal, Córrego Agachi, Córrego Bananal, Córrego Rio Verde e Córrego das Pedras; instalação de duas Passagens Superiores de Fauna, uma no km 734 e uma no km 755, destinada à redução dos riscos de atropelamento da espécie Sapajus Cay, popular Macaco-Prego; realocação de dois radares, um entre os km 577 – km 578 e outro entre os km 739 – km 740, além da instalação de dois novos radares, um no km 624,5 e um no km 680,5, destinados à redução dos riscos de atropelamento da espécie Blastocerus Dichotomus, popular Cervo-do-Pantanal; apresentação de novo cronograma de execução dos trabalhos, de forma a contemplar prazo razoável para as exigências.

Jornal Midiamax