Cotidiano

Número de mortes por Covid-19 dobra em duas semanas em Mato Grosso do Sul

O boletim da Covid-19 divulgado na manhã desta segunda-feira (28) pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) mostra que a semana epidemiológica que se encerrou no sábado (26) teve aumento de 103% no número de mortes se comparado com duas semanas atrás. Os dados mostram que do dia 20 a 26 de dezembro foram 175 […]

Gabriel Maymone Publicado em 28/12/2020, às 11h36 - Atualizado em 29/12/2020, às 07h54

Secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, e adjunta, Christinne Maymone, apresentam números da Covid-19 em MS. (Imagem: Reprodução)
Secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, e adjunta, Christinne Maymone, apresentam números da Covid-19 em MS. (Imagem: Reprodução) - Secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, e adjunta, Christinne Maymone, apresentam números da Covid-19 em MS. (Imagem: Reprodução)

O boletim da Covid-19 divulgado na manhã desta segunda-feira (28) pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) mostra que a semana epidemiológica que se encerrou no sábado (26) teve aumento de 103% no número de mortes se comparado com duas semanas atrás.

Os dados mostram que do dia 20 a 26 de dezembro foram 175 óbitos no Estado. Já na semana do dia 6 a 12 deste mês, MS havia registrado 86 pessoas que perderam a vida pelo coronavírus.

Nas últimas 24h foram 16 óbitos registrados, porém a média móvel dos últimos 7 dias está em 24, ou seja: em média 24 pessoas morreram com a doença em MS nos últimos 7 dias. No total, 2.245 pessoas perderam a vida por Covid-19.

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Geraldo Resende mostra evolução no número de mortes por semana em MS

Mais de 1 mil casos por dia

Conforme o boletim, a média móvel de casos confirmados está em 1.042 na última semana. A taxa se mantém acima de 1 mil desde o dia 8 de dezembro.

Conforme a secretária adjunta de saúde, Christinne Maymone, apesar de MS registrar apenas 223 novos casos confirmados nas últimas 24h, a média se mantém alta e o número pode aumentar. “É por causa da falta de encerramento de casos notificados pelos municípios”, explicou. São 5.896 casos que estão retidos pelas secretarias municipais e não constam no boletim oficial.

O titular da SES, Geraldo Resende, reforçou que devido ao Natal, as equipes dos municípios funcionam em regime de plantão e não encerram o número de casos. “Apesar do feriado, a média móvel é muito alta”, ponderou.

A semana epidemiológica 52 fechou com 7.769 casos confirmados. O número é menor que a semana anterior, mas Maymone adverte a subnotificação do feriado do Natal. “Se os municípios tivessem encerrado esses casos, com certeza teríamos extrapolado o número de casos da semana anterior”.

Mato Grosso do Sul chegou a 129.484 casos confirmados até agora. Veja abaixo os municípios com maior número de casos em MS:

MunicípioNº de casos confirmadosNº de mortes confirmadas
Campo Grande59.3811.020
Dourados13.183152
Corumbá6.497189
Três Lagoas4.18757
Aquidauana2.63273

Mais casos graves

O alerta da SES é de que a diferença de pacientes internados em leitos UTI (Unidade de Terapia Intensiva) diminuiu em relação aos que estão em leitos clínicos – em estado menos grave. “No dia 26, a diferença era de aproximadamente 70 pacientes e hoje caiu para 27”, observou a adjunta da pasta.

São 649 pessoas internadas em MS com Covid-19, sendo que 338 estão em leitos clínicos e 311 estão em UTIs. São 423 hospitalizados pelo SUS (rede pública) e 226 na rede particular.

A taxa de ocupação dos leitos SUS está em 107% em Campo Grande, isso porque o município está utilizando leitos não habilitados pelo Ministério da Saúde, que são custeados em parceria com o governo do Estado. Em Dourados a taxa está em 78%, em 71% em Corumbá e, por fim, em 53% na macrorregião de Três Lagoas.

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O secretário de saúde, Geraldo Resende, informou que serão abertos 5 novos leitos UTI em Sidrolândia, “que serão utilizados como retaguarda para Campo Grande” e 10 novos em Três Lagoas.

Apesar de estar no limite de ocupação de leitos em várias regiões, Resende explicou que a maior dificuldade em abrir novos leitos é a falta de recursos humanos. “Estamos no limite, nossa principal dificuldade é o recurso humano, Não temos mais médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais para atender pacientes que estão em leitos UTI”.

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