Cotidiano

Coronavírus muda mais a rotina dos mais ricos em Campo Grande, aponta pesquisa

A pesquisa desenvolvida pelo IPF-MS (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS), em parceria com o Sindivarejo e CDL de Campo Grande, aplicada pela internet, traz que em Campo Grande as medidas de contenção ao novo coronavírus, causador do Covid-19, é maior entre pessoas com renda acima de R$ 4 mil. Deste público, por exemplo, 47,37% […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 20/03/2020, às 10h26 - Atualizado às 10h48

Foto: Leonardo de França | Midiamax
Foto: Leonardo de França | Midiamax - Foto: Leonardo de França | Midiamax

A pesquisa desenvolvida pelo IPF-MS (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS), em parceria com o Sindivarejo e CDL de Campo Grande, aplicada pela internet, traz que em Campo Grande as medidas de contenção ao novo coronavírus, causador do Covid-19, é maior entre pessoas com renda acima de R$ 4 mil.

Deste público, por exemplo, 47,37% dos entrevistados afirmaram que deixaram de participar ou reduziram participação em reuniões de trabalho. Entre quem ganha até R$ 1 mil, o índice é de apenas 9,09% (veja a tabela).

O levantamento confirma o que o Jornal Midiamax já observou desde a quarta-feira (18), quando a reportagem flagrou que, nas periferias de Campo Grande, a movimentação nas ruas, inclusive de crianças e idosos, seguia na normalidade – em contraste com a região central, onde residem famílias com maior poder aquisitivo.

Coronavírus muda mais a rotina dos mais ricos em Campo Grande, aponta pesquisa
Reprodução | IPF-MS

Pelo levantamento, 88% dos campo-grandenses não mudaram meios de locomoção após as recomendações de medidas preventivas ao novo coronavírus. Entre os entrevistados, outros 2% afirmaram que têm adotado a autoquarentena, enquanto 5% passaram a utilizar veículos próprio e 3% não estão concedendo carona.

A pesquisa também investiga o grau de medo da população, em escala que varia de 1 a 5, sendo 1 menor temor e 5 maior temor. 3,48% apontaram o grau 1, 9,45% grau 2, 29,35% grau 3. Graus 4 e 5, respectivamente, foram apontados por 25,36% e 32,34% da população. A prevalência de temor é maior entre pessoas de 46 e 55 anos – 37,93%. Entre as pessoas acima de 55 anos, 43,75% afirmaram ter medo em grau 3. Entre as diversas faixas etárias, o maior índice de medo grau 1, ou seja, pessoas que não temem a pandemia, está entre pessoas com mais de 55 anos – 6,25%.

A população feminina também foi mais incisiva na mudança de hábitos.76,92%, por exemplo, melhoraram a higienização pessoa, enquanto somente 62,07% dos homens adotaram novos hábitos.

Os números trazem, ainda, que 30,85% das pessoas deixaram de participar de reuniões de trabalho, 16,42% desmarcaram viagens de férias, 36,32% deixaram de viajar a trabalho, 72,64% melhoraram a higiene pessoal e 24,38% deixaram de ir à academia (24,38%). O levantamento também investigou que 32,34% dos campo-grandenses compraram ou pretendem fazer compras em supermercados e mais de 57% dos campo-grandenses reduziram momentos de lazer fora de casa.

Sobre a suspensão das aulas, 18% deixará filhos com os avós, 20% deixará com amigos ou familiares, 45% permanecerá com os filhos, 16% os levará para o trabalho e 1% ainda não definiu com quem deixá-los.

Clique AQUI para conferir os números na íntegra.

Jornal Midiamax