Cotidiano

MS tem segundo maior número de presos contaminados por Covid-19 no país, segundo CNJ

Mato Grosso do Sul tem o segundo maior número absoluto de casos de Covid-19 no sistema penitenciário do pais, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (1º) pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Em julho, o conselho havia alertado MS e Santa Catarina para um aumento repentino no número de casos. De acordo com o CNJ, eram […]

Gabriel Maymone Publicado em 01/10/2020, às 09h51 - Atualizado às 10h52

CNJ monitora casos de Covid-19 no sistema prisional de MS. (Imagem: Divulgação, CNJ)
CNJ monitora casos de Covid-19 no sistema prisional de MS. (Imagem: Divulgação, CNJ) - CNJ monitora casos de Covid-19 no sistema prisional de MS. (Imagem: Divulgação, CNJ)

Mato Grosso do Sul tem o segundo maior número absoluto de casos de Covid-19 no sistema penitenciário do pais, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (1º) pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Em julho, o conselho havia alertado MS e Santa Catarina para um aumento repentino no número de casos.

De acordo com o CNJ, eram 1922 casos confirmados da doença até o dia 28 de setembro. No último levantamento, MS estava em terceiro, mas ultrapassou o Distrito Federal e está atrás apenas de São Paulo, com 7827 casos.

Isso porque, na última semana, do dia 21 ao dia 28 de setembro, o estado foi o segundo com maior número de novos casos.

O boletim mais recente divulgado pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) mostra que no dia 30 já eram 2.220 casos confirmados, uma alta de 300 doentes em dois dias.

Dos 19,5 mil detentos de MS, 2005 foram contaminados com Covid-19, ou seja: 10,2% da população carcerária. Ainda, foram 196 servidores infectados e outros 19 são de internos monitorados por tornozeleira eletrônica.

Em relação aos recursos para combater a contaminação pelo coronavírus nos presídios, o CNJ destaca que, no Mato Grosso do Sul, há aportes oriundos da retenção de 10% de recursos advindos do trabalho de pessoas presas.

Em nota, a Agepen informa que “foram adotadas várias medidas que garantiram que quase a totalidade dos casos não evoluíssem pra maior gravidade, tanto que o estado está em último em total de mortes entre a massa carcerária (junto com Amazonas e Maranhão), com um óbito registrado”.

Ainda conforme a Agepen, “vêm sendo realizadas testagens em massa e de forma técnica, o que ocasionou esse volume identificado de casos positivos, com acompanhamento efetivo de todos os confirmados, sendo estes em sua maioria de assintomáticos. No momento são apenas 15,8% dos positivados em acompanhamento, estando os demais já curados”.

(Editada às 10h55 para acréscimo de informações)

Jornal Midiamax