Cotidiano

MS irá participar de estudo do uso de plasma para tratar pacientes com coronavírus

Mato Grosso do Sul irá participar de um estudo que avalia o impacto da transfusão de plasma de pessoas recuperadas do novo coronavírus em pacientes com quadro clínico grave da doença. A primeira coleta acontecerá nesta segunda-feira (15), às 8h30, no Hemosul em Campo Grande. O estudo é encabeçado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão […]

Diego Alves Publicado em 14/06/2020, às 14h40 - Atualizado às 14h46

(Foto: Divulgação, Hemosul)
(Foto: Divulgação, Hemosul) - (Foto: Divulgação, Hemosul)

Mato Grosso do Sul irá participar de um estudo que avalia o impacto da transfusão de plasma de pessoas recuperadas do novo coronavírus em pacientes com quadro clínico grave da doença. A primeira coleta acontecerá nesta segunda-feira (15), às 8h30, no Hemosul em Campo Grande.

O estudo é encabeçado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (Universidade de São Paulo) e, em Mato Grosso do Sul, conta com a participação do governo do Estado, por intermédio do Hemosul e Hospital Regional, além de outras instituições, como Hospital Universitário da UFMS, Hospital das Clínicas da USP e da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP (São Paulo).

“A participação de Mato Grosso do Sul nessa pesquisa confirma a disposição do governo do Estado, por intermédio da Secretaria Estadual de Saúde (SES), à qual o Hemosul e o Hospital Regional de MS são vinculados, em estar sempre à frente com medidas e práticas inovadoras que visam, acima de tudo, oferecer sempre o que for de melhor para a população sul-mato-grossense”, avalia o secretário estadual de Saúde Geraldo Resende.

A pesquisa

De acordo com a pesquisadora Patrícia Vieira da Silva, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), trata-se de alternativa potencialmente promissora que é a infusão de anticorpos pré-formados, oriundos de indivíduos convalescentes da Covid-19.

“Essa forma de terapia, por meio da infusão de soro ou de plasma, é a única forma de conferir imunidade imediata, até que o próprio organismo afetado tenha tempo de montar a sua própria resposta imune (imunidade adaptativa), que, em regra, leva de alguns dias a algumas semanas, tempo relativamente longo em casos de infecção por microrganismo de maior virulência”.

Ao todo, serão tratados com plasma convalescente 40 pacientes com a forma grave da covid-19 que terão seus desfechos comparados com grupo controle constituído de 80 pacientes com a mesma doença, com características e gravidade clínica semelhante. Cada paciente receberá uma dose aproximada de 10 mL/kg/dia de plasma convalescente (600 mL/dia para os adultos), por 3 dias consecutivos.

Jornal Midiamax