Cotidiano

Mosquitos que reduzem transmissão da dengue serão liberados dia 10 em Campo Grande

A Prefeitura de Campo Grande divulgou, nesta sexta-feira (27), que os mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia serão liberados no dia 10 de dezembro, em sete cidades da Capital. A bactéria reduz chances de transmissão da dengue, zika e chikungunya e febre amarela. O projeto é feito em parceria com o Ministério da Saúde, […]

Karina Campos Publicado em 27/11/2020, às 16h03 - Atualizado às 16h07

Na primeira fase do projeto, sete bairros recebem liberação. (Foto: Divulgação/PMCG)
Na primeira fase do projeto, sete bairros recebem liberação. (Foto: Divulgação/PMCG) - Na primeira fase do projeto, sete bairros recebem liberação. (Foto: Divulgação/PMCG)

A Prefeitura de Campo Grande divulgou, nesta sexta-feira (27), que os mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia serão liberados no dia 10 de dezembro, em sete cidades da Capital. A bactéria reduz chances de transmissão da dengue, zika e chikungunya e febre amarela.

O projeto é feito em parceria com o Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz, o Governo do Mato Grosso do Sul e o World Mosquito Program (WMP Brasil).

As liberações dos mosquitos serão feitas diariamente por 16 semanas. Os bairros escolhidos pelo projeto são: Guanandi, Aero Rancho, Batistão, Centenário, Coophavila II, Tijuca e Lageado.

O trabalho de vistoria e orientação comunitária está sendo feita por agentes de saúde e em postos de saúde. No próximo semestre, os bairros são Alves Pereira, Centro Oeste, Jacy, Jockey Club, Los Angeles, Parati, Pioneiros, Piratininga, Taquarussu, Moreninha e América recebem a liberação de mosquitos com a bactéria.

O projeto forneceu capacitação para médicos, enfermeiros, coordenadores e supervisores de Controle de Vetores dos 79 municípios do Estado para o preparo técnico de manejo, controle do mosquito e operação de campo.

O método é seguro para as pessoas e para o ambiente, pois a Wolbachia vive apenas dentro das células dos insetos. A Wolbachia é um microrganismo presente em cerca de 60% dos insetos na natureza, mas ausente no Aedes aegypti. Quando ela é inserida artificialmente nos ovos do Aedes aegypti, a transmissão do vírus da dengue, zika. chikungunya e febre amarela é reduzida.

O objetivo é reduzir o predomínio do vírus no mosquito e consequentemente a diminuição de casos da doença.

Jornal Midiamax