Cotidiano

Mesmo com fim da greve, Correios mantém mutirão de entrega no fim de semana

Com efetivo operando normalmente nesta quarta-feira (23), os Correios irão manter os mutirões de entrega nos fins de semana para amenizar os atrasos, em Mato Grosso do Sul e em outros estados, por conta da paralisação de mais de 30 dias no país. De acordo com a estatal, o mutirão será mantido nos fins de […]

Karina Campos Publicado em 23/09/2020, às 16h28 - Atualizado às 16h46

Imagem ilustrativa. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)
Imagem ilustrativa. (Foto: Reprodução/Agência Brasil) - Imagem ilustrativa. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

Com efetivo operando normalmente nesta quarta-feira (23), os Correios irão manter os mutirões de entrega nos fins de semana para amenizar os atrasos, em Mato Grosso do Sul e em outros estados, por conta da paralisação de mais de 30 dias no país.

De acordo com a estatal, o mutirão será mantido nos fins de semana e feriados, até que o padrão de entregas esteja normalizado. Em nota, os Correios informaram que com a compensação de horas, determinada pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho), a empresa terá a capacidade operacional ampliada para que possa normalizar o fluxo de entregas de cartas e encomendas o mais rápido possível.

“A estatal agora empreende todos os esforços para recompor os índices de eficiência dos produtos e serviços, considerados essenciais, nesse momento em que a população brasileira mais precisa. A empresa não fornece dados segmentados da operação porque essas informações variam constantemente”, esclarece a nota.

No Estado, cerca de 1,3 mil trabalhadores estão efetivados na estatal, sendo 600 só em Campo Grande. A paralisação tinha objetivo de pedir reajuste salarial de 5%, aumento de benefícios e fim da privatização.

O TST decidiu, nesta terça-feira (22), suspender a greve e conceder reajuste de 2,6%. A maior parte dos magistrados entenderam que a paralisação não foi abusiva, por isso, metade dos dias serão descontados em folha de pagamento e a outra metade serão compensados.

Caso os trabalhadores não retornassem ao posto de trabalho, as entidades representativas da categoria iriam ser multadas em R$ 100 mil por dia.

Jornal Midiamax