Cotidiano

Médicos residentes da Santa Casa reclamam de excesso em carga horária de trabalho

Médicos residentes da Santa Casa de Campo Grande reclamam de excesso de horas trabalhadas e atraso na bolsa residente repassada pelo Ministério da Educação, do mês de março e abril. Conforme a denúncia relatada hoje (13), alunos estão trabalhando cerca de 18 a 20 horas por dia. Segundo familiares de um dos residentes de cirurgias […]

Karina Campos Publicado em 13/05/2020, às 17h41

Santa Casa de Campo Grande. (Foto: Divulgação)
Santa Casa de Campo Grande. (Foto: Divulgação) - Santa Casa de Campo Grande. (Foto: Divulgação)

Médicos residentes da Santa Casa de Campo Grande reclamam de excesso de horas trabalhadas e atraso na bolsa residente repassada pelo Ministério da Educação, do mês de março e abril. Conforme a denúncia relatada hoje (13), alunos estão trabalhando cerca de 18 a 20 horas por dia.

Segundo familiares de um dos residentes de cirurgias gerais, que preferiram não se identificar, o estudante tem a função de avaliar e acompanhar o quadro de pacientes do hospital. “Eles tem que evoluir o paciente 4h da madrugada para que ele esteja pronto às 7h, entrar em cirurgia, 11h acompanhar de novo a evolução, e o turno teoricamente acaba às 19h, mas ele continua trabalhando, e só sai às 22h ou mais”, reclama.

Ainda segundo a denúncia, os residentes estão no 1° ano de aprendizagem, mas estão trabalhando de segunda-feira a segunda-feira, sem folgas ou recesso. Cerca de 10 estudantes estavam no programa de residência da unidade, porém, devido ao descaso, dois residentes desistiram das vagas.

“É uma rotina desumana. Eles não tem folga. Por lei existe o pós plantão, onde é obrigatório um descanço com um período de 6 horas consecutivas, mas não tem. Além de não ajudar em nada de aprendizagem, é um perigo tanto para o profissional como para os pacientes, porque eles estão sobrecarregados, não trabalham bem assim”.

O Jornal Midiamax já havia relatada a denúncia de atraso nos pagamentos da bolsa oferecida pelo Ministério da Educação, de R$ 2,8, porém, os reclamantes afirmam que o valor ainda não foi pago. A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação do hospital, mas não obteve retorno até a publicação deste material.

Jornal Midiamax