Cotidiano

Interesse entre jovens para tirar a 1° CNH cai 19% em MS nos últimos 4 anos

Por muitos anos, a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) foi considerada a ‘passagem para a vida adulta’ e independência, porém, nos últimos quatro anos, o interesse para possuir a primeira carteira de habilitação caiu entre os jovens de 18 a 21 anos, conforme o levantamento do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). Em Mato Grosso do […]

Karina Campos Publicado em 06/12/2020, às 11h05 - Atualizado às 13h41

Comparado ao ano passado, a queda é de 25%, por conta da pandemia. (Foto: Ilustrativa/Arquivo Midiamax)
Comparado ao ano passado, a queda é de 25%, por conta da pandemia. (Foto: Ilustrativa/Arquivo Midiamax) - Comparado ao ano passado, a queda é de 25%, por conta da pandemia. (Foto: Ilustrativa/Arquivo Midiamax)

Por muitos anos, a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) foi considerada a ‘passagem para a vida adulta’ e independência, porém, nos últimos quatro anos, o interesse para possuir a primeira carteira de habilitação caiu entre os jovens de 18 a 21 anos, conforme o levantamento do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). Em Mato Grosso do Sul, a queda chega a 19%.

Conforme o balanço do Detran-MS (Departamento de Trânsito de MS), em 2020, a maior parte da queda foi causada pela pandemia de coronavírus. Considerando de março a novembro desde ano e comparado a 2019, a redução é de 25% entre o público mais jovem, passando de 22.093 em 2019 para 16.459. O impacto nesse índice é devido à necessidade a adoção de medidas de biossegurança, como redução no número de alunos no mesmo espaço.

Quando comparado aos últimos quatro anos, a redução é mais significante. De março a novembro, em 2017, 200.310 jovens deram entrada para retirar a CNH em autoescolas do MS; em 2018 caiu para 198.293; no ano passado a redução foi de 192.723; e em 2020 para 162.007.

No mesmo período, em Campo Grande, a sede do departamento registrou 26.399 entradas na primeira habilitação, em 2017; no ano seguinte caiu para 24.495; 2019 para 24.298; e neste ano 20.191.

Aplicativos e burocracia

O empresário e dono de uma autoescola da Capital, William Rodrigues de Souza, de 37 anos, explica que a maior parte das agências registrou queda na procura de jovens pela habilitação. Ele pressupõe que a explicação do desinteresse pode ser gerada pela facilidade na mobilidade urbana e pela burocracia do sistema de alcançar a carteira de motorista.

“Com a chegada do crescimento tecnológico e a facilidade de mobilidade pelos jovens através dos aplicativos, fizeram com que eles deixassem de ter habilitação como necessidade e prioridade em suas vidas, priorizando entre outros setores como roupa ou desejos pessoais, até mesmo a intensificação com relação a tolerância zero em álcool na direção ou nos grandes propulsores da diminuição da demanda de CNH”, explica.

O valor para tirar a primeira habilitação também é outro fator que desestimula muita gente que tem o desejo ou necessidade de ser habilitado.

Para tentar driblar e chamar a atenção do público, ele ressalta aos clientes a importância do item. “Com aquisição da CNH em mãos, se abre um leque de opções para a vida do candidato como uma vaga de emprego concurso público e a independência pessoal sem a necessidade pegar ônibus ou até mesmo aplicativo”, finaliza.

Jornal Midiamax