Cotidiano

Igrejas de Campo Grande querem flexibilização para reunir mais de 80 pessoas em cultos e missas

Líderes de igrejas de Campo Grande se reuniram com a prefeitura nesta terça-feira (29) para pedir mudança no decreto municipal vigente.

Jones Mário Publicado em 29/12/2020, às 13h07 - Atualizado às 13h10

Culto em templo evangélico de Campo Grande (Foto: Reprodução/Facebook)
Culto em templo evangélico de Campo Grande (Foto: Reprodução/Facebook) - Culto em templo evangélico de Campo Grande (Foto: Reprodução/Facebook)

Representantes de igrejas evangélicas e católicas se reuniram hoje (29) com a prefeitura de Campo Grande e pediram flexibilização de medidas vigentes contra a pandemia de covid-19.

Os líderes religiosos protestam contra o veto a eventos e reuniões com mais de 80 pessoas, imposto pelo decreto municipal 14.566/2020. O grupo pediu que apenas o teto de 40% de lotação seja mantido.

Segundo o pastor da 1ª Igreja Batista Ronaldo Leite, que também integra o Conselho de Pastores de Campo Grande, o limite de até 40% da capacidade de cada local equaliza todos os tipos de estabelecimentos. 

“Uma igreja que cabe 2 mil pessoas você só pode colocar 80. Os shoppings e os mercados não seguem esse limite de 80 pessoas. Achamos mais racional que se dê apenas o percentual [de 40%]”, disse.

Leite afirmou que a prefeitura se comprometeu em analisar a proposta. O prefeito Marquinhos Trad (PSD) participou do encontro, bem como os secretários municipais de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), Luiz Eduardo Costa; de Saúde Pública (Sesau), José Mauro Filho; e de Segurança e Defesa Social, Valério Azambuja.

Apesar das tradicionais vigílias de Ano Novo, feitas na virada do ano, o pastor da 1ª Igreja Batista disse que a flexibilização do horário do toque de recolher, das 22h às 5h, não foi pedida.

“Achamos extremamente necessário [o toque de recolher]. Grandes problemas e abusos acontecem nesse horário. A maior parte das igrejas evangélicas faz a vigília da virada, mas infelizmente não vai poder fazer. Temos que nos adequar”, completou.

Além de Ronaldo Leite, outros quatro pastores evangélicos e um padre da Igreja Católica participaram da reunião. A reportagem procurou Luiz Eduardo Costa, da Semadur, que não atendeu ou respondeu as mensagens.

Jornal Midiamax