Cotidiano

Governo de MS compra quase 100 mil doses de remédio usado para intubar pacientes com coronavírus

Em meio à segunda onda de coronavírus com quantidade de casos que não para de subir, o Governo do Estado publicou, nesta quarta-feira (23), a compra de 97,5 mil unidades de medicamento usado principalmente no processo de intubação de pacientes com coronavírus. A compra custou R$ 1,4 milhão aos cofres estaduais. O resultado do processo […]

Aliny Mary Dias Publicado em 23/12/2020, às 09h21 - Atualizado às 09h23

Em MS, idosos são os mais afetados pela Covid-19. Taxa de letalidade de pessoas com 75 anos ou mais é 112 vezes maior que de 30 a 39 anos. (Foto: Reprodução)
Em MS, idosos são os mais afetados pela Covid-19. Taxa de letalidade de pessoas com 75 anos ou mais é 112 vezes maior que de 30 a 39 anos. (Foto: Reprodução) - Em MS, idosos são os mais afetados pela Covid-19. Taxa de letalidade de pessoas com 75 anos ou mais é 112 vezes maior que de 30 a 39 anos. (Foto: Reprodução)

Em meio à segunda onda de coronavírus com quantidade de casos que não para de subir, o Governo do Estado publicou, nesta quarta-feira (23), a compra de 97,5 mil unidades de medicamento usado principalmente no processo de intubação de pacientes com coronavírus. A compra custou R$ 1,4 milhão aos cofres estaduais.

O resultado do processo licitatório se deu após pregão eletrônico que terminou com a empresa Inovamed Hospitalar como vencedora. A empresa fornecerá 97,5 mil ampolas de com 10 ml do medicamento Midazolam produzido pelo laboratório Teuto ao custo de R$ 1.462.500 milhão.

Um dos usos do sedativo Midazolam é no processo pré-intubação de pacientes com coronavírus. Desde o início da pandemia, o Brasil enfrenta falta do medicamento.

Os dados mais recentes sobre ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) por pacientes de coronavírus, só em Campo Grande, revela que a ocupação está em 90% nesta quarta-feira. Pacientes que ocupam leitos de UTI, geralmente, são aqueles que demandam o uso de medicamentos com ação sedativa.

Ocupação de leitos

HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), referência para tratamento da doença, está com superlotação. Segundo boletim divulgado pelo hospital, são 129 pacientes UTI para 118 vagas disponíveis.  Estão com ocupação máxima os hospitais da Cassems, Maternidade Cândido Mariano e Clínica Campo Grande. Na Santa Casa, dos 114 leitos UTI disponíveis, 94 estão ocupados.

O Hospital da Unimed divulgou boletim informando que possui 50 leitos UTI – sendo que 40 são exclusivos para tratamento da Covid. No total, são 45 pacientes internados em UTIs. O Hospital Adventista do Pênfigo, que passou por ampliação de leitos, conta com 50 vagas, sendo que 47 estão ocupadas. O hospital está com 19 pacientes com Covid-19.

No Hospital de Câncer Alfredo Abraão, são 20 leitos críticos contava com 18 pacientes internados até terça-feira. Ontem, o número caiu para apenas 5. Já o Proncor tem apenas três vagas disponíveis do total de 20 leitos que a unidade possui. No Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), apesar de não receber pacientes com Covid, tem 18  leitos UTI, sendo que 15 estão ocupados.

Jornal Midiamax