Cotidiano

Funai afirma que índigenas de conflito em Dourados não seriam da região

Depois de ouvir ruralistas, em reunião que durou mais de duas horas, o Secretário Especial de Assuntos Fundiários do Governo Federal, Luiz antônio Nabhan Garcia e  o presidente em exercício da FUNAI (Fundação Nacional do índio),  Alcir Amaral Teixeira,  se reuniram nesta segunda-feira na Delegacia da Polícia Federal.”Temos conhecimento que os indígenas que estão invadindo […]

Marcos Morandi Publicado em 06/01/2020, às 14h02 - Atualizado às 14h22

Os dois representantes do Governo Federal também devem visitar a área de conflito. (Foto: Marcos Morandi, Midiamax).
Os dois representantes do Governo Federal também devem visitar a área de conflito. (Foto: Marcos Morandi, Midiamax). - Os dois representantes do Governo Federal também devem visitar a área de conflito. (Foto: Marcos Morandi, Midiamax).

Depois de ouvir ruralistas, em reunião que durou mais de duas horas, o Secretário Especial de Assuntos Fundiários do Governo Federal, Luiz antônio Nabhan Garcia e  o presidente em exercício da FUNAI (Fundação Nacional do índio),  Alcir Amaral Teixeira,  se reuniram nesta segunda-feira na Delegacia da Polícia Federal.”Temos conhecimento que os indígenas que estão invadindo não são nem daqui”, em referência a possibilidade de terem vindo de outras regiões”, explica Teixeira.

O objetivo dessa reunião,  que também contou com a participação de representantes das forças policiais de Mato Grosso do Sul,  segundo, segundo  o presidente em exercício da Funai é “traçar uma linha para minimizar esse conflito. Teixeira explicou que o órgão está levantando informações da área e diz se tratar de terras invadidas.

O último compromisso dos representantes do Governo Federal em Dourados deve ser uma visita à área que está sendo invadida e que foi cenário do conflito de sexta-feira. Não está descartada uma vistoria terrestre, mas em princípio, eles devem utilizar o helicóptero enviado de  Campo Grande pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

Teixeira, que é Delegado da Polícia Federal e está há cinco meses no comando da Funai de forma interina, ressaltou que a nova administração do órgão é “altamente legalista” e que não é inimigo do pecuarista, mas que ele também existe para defender os direitos do indígenas também. “Mas nós vamos defender o direito de quem tem direito. Tanto o pecuarista quanto o indígena”, disse.

Embora interino, o presidente deixou clara a posição da Funai diante dos acontecimentos relacionados aos conflitos recentes que envolvem indígenas e produtores de Dourados. “Não aceitamos e nem vamos dar apoio a nenhuma invasão”, ponderou Teixeira.Segundo ele, os próximos passos do órgão será apurar, junto com as forças de seguranças, quem são os responsáveis por essas situações.

Jornal Midiamax