Cotidiano

Estudo alerta para crescimento do coronavírus se população não se cuidar em Campo Grande

O número de casos de coronavírus tem aumentado nas últimas semanas e um estudo realizado por pesquisadores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) já aponta um novo crescimento da doença em Campo Grande. Somente nos primeiros quinze dias de novembro foram registrados 2.817 novos casos de Covid-19. O aumento acontece após um […]

Mylena Rocha Publicado em 18/11/2020, às 12h33 - Atualizado às 17h11

Foto: Leonardo de França/Arquivo Midiamax
Foto: Leonardo de França/Arquivo Midiamax - Foto: Leonardo de França/Arquivo Midiamax

O número de casos de coronavírus tem aumentado nas últimas semanas e um estudo realizado por pesquisadores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) já aponta um novo crescimento da doença em Campo Grande. Somente nos primeiros quinze dias de novembro foram registrados 2.817 novos casos de Covid-19. O aumento acontece após um período de 21 dias de estabilização do número de casos na Capital. 

O estudo matemático é elaborado por pesquisadores da UFMS, os professores Erlandson Saraiva, do Inma (Instituto de Matemática) e Leandro Sauer, da Esan (Escola de Administração e Negócios). Os dados foram divulgados em um relatório semanal sobre a modelagem matemática das quantidades de casos confirmados da Covid-19 em Campo Grande e no MS. 

Estudo alerta para crescimento do coronavírus se população não se cuidar em Campo Grande

Os pesquisadores explicam que somente na primeira quinzena de novembro, foram 2.817 novos casos na Capital, o que representa 7,22% do total de casos confirmados. Além disso, depois de 21 dias de estabilidade, a curva apresenta um novo crescimento. 

“Nesta última semana ocorreu um aumento do valor da média-móvel de sete dias para o número de casos confirmados. Comparado ao valor da semana passada, o aumento foi de 46,40%; passando de 154,86 casos para 226,71 casos”, explicam os professores.

O estudo também notou um aumento no número de óbitos. Entre os dias 8 e 15 de novembro, a média móvel do número de óbitos foi de 2 para 4 óbitos, ou seja, um aumento de 100%. Na comparação com 14 dias atrás, o aumento foi de 86,92%.

O estudo matemático elaborado pelos pesquisadores da UFMS aponta que, por mais que as projeções não mostrem um colapso nos leitos da Capital, a população deve continuar seguindo as orientações dos especialistas da saúde, ou seja, manter o isolamento social, medidas de higiene e o uso de máscaras. “Somente desta maneira evitaremos o início de um novo período de crescimento do número de casos da doença”.

Covid-19 avança em MS

Os pesquisadores também analisaram que Mato Grosso do Sul tem um comportamento parecido com o de Campo Grande, de avanço do coronavírus. O número de casos aumentou nos últimos dias e a média-móvel de casos passou de 330,29 (em 08/11) para 429.29 (em 15/11). Ou seja, um aumento de 29.97% no valor médio do número de casos confirmados. Já o valor da média móvel de sete dias para o número de óbitos, passou de 4,57 (em 08/11) para 8 (em 15/11); um aumento de 75,05%. 

Na live desta quarta-feira (18), o secretário Geraldo Resende comentou que Mato Grosso do Sul pode voltar aos patamares de julho e agosto na pandemia. Nos últimos dias, o número de casos disparou: nesta terça-feira (17) foram 854 novos casos e nesta quarta (18) foram 689 novos casos. 

“Se persistirem os números de ontem e hoje, vamos voltar aos patamares de julho e agosto. [Quando] nossa média móvel chegou a quase 900 casos por dia”, comentou.

O secretário ainda citou que houve um aumento de internações, principalmente em hospitais particulares. “Estamos verificando o crescimento das internações hospitalares, de hospitais públicos e principalmente privados. A população que tem convênios médicos, mais abastada, está procurando unidades hospitalares. Temos informações de que estamos tendo casos em uma maioria faixa etária menor do que de antes, de 20 a 39 anos”, alertou.

Jornal Midiamax