Cotidiano

Essencial para frear contaminação da Covid-19, isolamento em MS é metade do ‘ideal’

Enquanto não começa a vacinação, a medida mais eficaz para frear a transmissão do coronavírus é o isolamento social. Porém, Mato Grosso do Sul tem o 13º pior índice entre os estados do País, com 35,8% na quarta-feira (23). Os dados são da InLoco. Conforme as informações da consultoria, o mês de dezembro tem mantido […]

Gabriel Maymone Publicado em 24/12/2020, às 09h44 - Atualizado às 10h02

Com pessoas nas ruas, índice de Isolamento cai em MS. (Foto: Leonardo de França, Midiamax)
Com pessoas nas ruas, índice de Isolamento cai em MS. (Foto: Leonardo de França, Midiamax) - Com pessoas nas ruas, índice de Isolamento cai em MS. (Foto: Leonardo de França, Midiamax)

Enquanto não começa a vacinação, a medida mais eficaz para frear a transmissão do coronavírus é o isolamento social. Porém, Mato Grosso do Sul tem o 13º pior índice entre os estados do País, com 35,8% na quarta-feira (23). Os dados são da InLoco.

Conforme as informações da consultoria, o mês de dezembro tem mantido a média de 34% a 35% de isolamento durante a semana e chegando a 47% e 49% aos domingos.

Entretanto, os números ainda não são considerados suficientes para amenizar a disseminação do coronavírus. O boletim epidemiológico divulgado ontem pelo governo do Estado mostra que a taxa de transmissão está em 1,15. Vale ressaltar que valores acima de 1 são considerados altos e fora de controle.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) preconiza que o ideal é que o isolamento fique em 70%. Por isso, medidas como restrições de serviços e até lockdowns estão sendo aderidas por vários países.

Essencial para frear contaminação da Covid-19, isolamento em MS é metade do 'ideal'

Leitos UTI

Apesar de ainda não termos vacinas disponíveis no Brasil, o isolamento ajuda a diminuir a taxa de contágio e, consequentemente, o número de pessoas internadas com Covid-19. Se os índices de isolamento social estivessem dentro do ideal, Mato Grosso do Sul, principalmente a macrorregião de Campo Grande, não estaria enfrentando falta de leitos críticos.

De acordo com o boletim da doença, as cidades que integram a região da Capital estão com ocupação de leitos em 110%. No total, são 663 pessoas internadas com a doença em MS, sendo que 293 estão em estado crítico. “Chegamos no nosso limite de ocupação de leitos”, informou o secretário estadual de saúde, Geraldo Resende.

Jornal Midiamax