Cotidiano

Em uma semana, incêndios devastam cerca de 100 mil hectares do Pantanal, diz Prevfogo

Do dia 13 a 20 de setembro, incêndios no Pantanal destruíram área de 100 mil hectares e total de área queimada é de 3,1 milhões de hectares

Gabriel Maymone Publicado em 22/09/2020, às 11h57 - Atualizado às 17h19

Foto: Gustavo Figueirôa | SOS Pantanal
Foto: Gustavo Figueirôa | SOS Pantanal - Foto: Gustavo Figueirôa | SOS Pantanal

Os incêndios no Pantanal alcançaram nível tão alarmante que em uma semana o fogo consumiu cerca de 100 mil hectares do bioma somente em Mato Grosso do Sul. Na última atualização, no dia 13 de setembro, o total de área queimada correspondia a 1,1 milhão de hectares no estado. Agora, o número saltou para 1,2 milhão.

Conforme os dados do Prevfogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais), em todo o pantanal, que abrange MS e Mato Grosso, as queimadas já destruíram área de 3,1 milhões de hectares. Na semana anterior o total devastado estava em cerca de 2,9 milhões de hectares.

O analista ambiental do Ibama Alexandre Pereira explica que as estimativas foram feitas no Lasa ( Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais) do Departamento de Meteorologia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Pantanal em alerta

Com estado de emergência decretado desde o dia 14 de setembro, Mato Grosso do Sul segue em alerta para os incêndios no Pantanal. As chuvas registradas entre domingo e segunda-feira amenizaram, mas não são suficientes para que a região possa ser considerada livre de incêndios.

Mesmo com a chegada da chuva que trouxe um pouco de alívio, o secretário Jaime Verruck, da Semagro (secretaria estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) lembra que a situação ainda é crítica em MS. “Lembrando que o momento ainda é crítico. Nós temos duas chuvas, elas não serão suficientes para resolver o problema em Mato Grosso do Sul. Ainda temos o final de setembro, outubro e parte de novembro, para ter a preocupação com os incêndios florestais”, alertou Verruk.

Verruk ainda destacou que o próximo passo será pensar em uma restauração do Pantanal. “A gente continua fazendo atendimento do Cras, com a unidade móvel, e começa a discutir agora a restauração florestal, também a questão da pecuária, que foi atingida por conta da seca”, destacou.

Jornal Midiamax