Cotidiano

Em menos de uma semana, coronavírus mata 5 idosos em asilo de Campo Grande

Em curto intervalo de tempo, cinco idosos com idades entre 68 e 99 anos morreram vítimas da Covid-19, doença causada pelo coronavírus, na Associação dos Amigos da Casa de Abraão, localizado na Rua Albert Sabin, Vila Anahy, em Campo Grande. Os óbitos ocorreram entre os dias 22 e 26 de agosto e deixaram idosos e […]

Gabriel Maymone Publicado em 17/09/2020, às 12h59 - Atualizado em 18/09/2020, às 09h56

Casa de Abraão perdeu 5 idosos de uma só vez pelo coronavírus. (Foto: Divulgação)
Casa de Abraão perdeu 5 idosos de uma só vez pelo coronavírus. (Foto: Divulgação) - Casa de Abraão perdeu 5 idosos de uma só vez pelo coronavírus. (Foto: Divulgação)

Em curto intervalo de tempo, cinco idosos com idades entre 68 e 99 anos morreram vítimas da Covid-19, doença causada pelo coronavírus, na Associação dos Amigos da Casa de Abraão, localizado na Rua Albert Sabin, Vila Anahy, em Campo Grande.

Os óbitos ocorreram entre os dias 22 e 26 de agosto e deixaram idosos e funcionários abalados. “A equipe ficou muito abalada. Nunca perdemos mais de 2 idosos em um ano”, descreveu um enfermeiro, que há seis anos trabalha na casa.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, o primeiro caso confirmado foi o de uma cuidadora. Assim que ela apresentou sintomas, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) providenciou um médico para acompanhar o caso, que realizou o tratamento preventivo em todos os moradores do local.

A responsável pela casa, Edméia Couto relata que a associação adotou todas as medidas de segurança e não sabe como a doença chegou aos idosos. “Não sabemos de onde surgiu, tomamos todas as precauções e protocolos, suspendemos todas as atividades da Casa Abraão, todos os funcionários usam máscara, tem álcool em gel, aqui é tudo muito limpinho”, disse.

Ainda conforme Edméia, todos os idosos que faleceram possuíam alguma comorbidade. “Um deles tinha um câncer que não tinha nem como operar mais. Outra tinha Alzheimer num estágio tão avançado que nem abria mais os olhos”, lamentou.

“Estou muito triste, mas tenho a plena consciência que todos que faleceram já levavam uma vida vegetativa. Foram anos em cima de uma cama”, comenta Edméia.

Abalados

O enfermeiro comentou que a situação mexeu com o psicológico de todos. “Num primeiro momento, fizemos o isolamento dos positivos e negativos. O pessoal do positivo ficou bem abalado, apesar de muitos não associarem o que estava acontecendo ao certo. Tinha que reunir a equipe técnica e conversar com eles todos os dias. Alguns questionavam se era a lepra que estava atacando de novo”, relatou.

Jornal Midiamax