Cotidiano

Desespero passa e supermercados não registram filas em Campo Grande

Depois do desespero de alguns consumidores diante da pandemia com o coronavírus, o comportamento  mudou nos supermercados em Campo Grande. Se há alguns dias, os estabelecimentos estavam lotados e os clientes enchiam os carrinhos para fazer o estoque em casa, a situação foi diferente nesta segunda-feira (23).  O Jornal Midiamax esteve em dois supermercados da […]

Mylena Rocha Publicado em 23/03/2020, às 12h50

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Imagem Ilustrativa (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax/Arquivo)

Depois do desespero de alguns consumidores diante da pandemia com o coronavírus, o comportamento  mudou nos supermercados em Campo Grande. Se há alguns dias, os estabelecimentos estavam lotados e os clientes enchiam os carrinhos para fazer o estoque em casa, a situação foi diferente nesta segunda-feira (23). 

O Jornal Midiamax esteve em dois supermercados da Capital nesta manhã, que tiveram movimento tranquilo e não registraram filas, mesmo com a restrição na entrada. Os estabelecimentos impõem um limite de clientes dentro das lojas, para evitar aglomerações. A orientação é que os consumidores mantenham a distância de, no mínimo, um metro. 

A professora Lana Laura, de 35 anos, esteve em um atacadista na manhã desta segunda-feira (23). Ela conta que tem idosa em casa e por isso, higieniza todas as compras antes de guardar. No atacadista, ela usava máscara como prevenção e ainda levou álcool em gel na bolsa para higienizar o carrinho e as mãos.

A secretária Edgley Silva, de 31 anos, conta que foi dispensada para trabalhar em casa e, por isso, resolveu passar no supermercado para ‘abastecer’ a geladeira. Entretanto, nada de exagero, ela acredita que não há motivo para desespero com relação aos alimentos no supermercado.

Em um supermercado menor, no bairro Coronel Antonino, a movimentação foi tranquila nesta segunda (23). Jusciley Rodrigues, de 47 anos, é professor e só foi ao local para comprar itens básicos. “Se a gente fizer a prevenção, não há motivo para histeria”, pontua. 

O dono do supermercado, César Gaedike, explica que os clientes não precisam temer, já que não há risco de desabastecimento. O estabelecimento impõe um espaçamento de metro entre clientes para a fila do caixa. Há alcool em gel para clientes e funcionários. 

“Higienizamos constantemente os carrinhos, o pegador de pão, os balcões em geral. Também estimulamos que os caixas levantem constantemente para ir lavar as mãos”, afirma.

Jornal Midiamax