Cotidiano

Desempregada, mãe ergue ‘barraquinho’ e conta com ajuda de vizinhos para sustentar filhos

Passando por dificuldades longe da família, Janeclelia Gonçalves de Almeida,23, se mudou de Sidrolândia para Campo Grande apenas com as malas e pouco móveis, junto aos filhos. Desempregada, a mãe conta com ajuda de moradores para sobreviver. Com a pandemia de coronavírus, as contas começaram a sufocar e o desespero tomou conta. Sozinha na cidade, […]

Karina Campos Publicado em 13/10/2020, às 15h46 - Atualizado às 17h44

Com ajuda de vizinhos, conseguiu erguer barraquinho de madeira. (Foto: Leitor Midiamax)
Com ajuda de vizinhos, conseguiu erguer barraquinho de madeira. (Foto: Leitor Midiamax) - Com ajuda de vizinhos, conseguiu erguer barraquinho de madeira. (Foto: Leitor Midiamax)

Passando por dificuldades longe da família, Janeclelia Gonçalves de Almeida,23, se mudou de Sidrolândia para Campo Grande apenas com as malas e pouco móveis, junto aos filhos. Desempregada, a mãe conta com ajuda de moradores para sobreviver.

Com a pandemia de coronavírus, as contas começaram a sufocar e o desespero tomou conta. Sozinha na cidade, precisou voltar para Capital. Com a solidariedade de um vizinho, conseguiu construir o ‘barraquinho’ de madeira, no bairro José Teruel Filho.

“Lá pagava aluguel, então começamos a passar apertado. Vim visitar minha mãe e vi que poderia ficar num barraquinho. Voltei para lá, ‘catei’ minhas roupas e as dos meus filhos e vim com a cara e coragem”, disse.

Desempregada, mãe ergue ‘barraquinho’ e conta com ajuda de vizinhos para sustentar filhos
Parte de trás é coberta apenas com lona. (Foto: Arquivo Midiamax)

Junto aos filhos de 5 e 3 anos, recebe ajuda dos vizinhos, mas ainda vive na precariedade. O local não tem luz e nem água. O esgoto é uma vala tampada com pedaços de madeira e um pano.

“Alimentação a minha mãe me ajuda e guarda lá. Minha amiga, Dayane também com sacolão. Para banho, pego um balde de água.

As crianças precisaram sair da escola e ela mesmo toma conta dos estudos. “Tudo paralisou, não pegaram (material de estudo). Peguei as coisinhas da escola e coloco desenhos educacionais, mas voltando ao normal eu vou matricular”, lamenta.

Para quem quiser ajudar doando materiais de construção ou qualquer tipo de ajuda, pode entrar em contato com a vizinha, Dayane, pelo WhatsApp (67) 98177-3943.

Jornal Midiamax