Cotidiano

Criança com suspeita de morte cerebral morre antes de ter diagnóstico no HU

Emilly Vitória Saraiva de Jesus, de 5 anos, teve morte confirmada na madrugada desta terça-feira (18) no HU (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), em Campo Grande. Mesmo com a suspeita – não confirmada – de morte encefálica, a morte foi declarada em decorrência de uma parada cardíaca, segundo informações da família. O caso de Emilly […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 18/02/2020, às 08h59 - Atualizado às 13h21

Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal - Foto: Arquivo pessoal

Emilly Vitória Saraiva de Jesus, de 5 anos, teve morte confirmada na madrugada desta terça-feira (18) no HU (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), em Campo Grande. Mesmo com a suspeita – não confirmada – de morte encefálica, a morte foi declarada em decorrência de uma parada cardíaca, segundo informações da família. O caso de Emilly foi noticiado pelo Jornal Midiamax em função dos transtornos enfrentados pela família, que não obteve confirmação precisa da morte encefálica.

Emilly tinha síndrome de down e Doença de Moyamoya, uma grave doença neurológica, para a qual precisaria realizar três cirurgias. A situação agravou-se quando a menina deu entrada no HU em 20 de janeiro, devido a um quadro de celulite bacteriana. No dia 31 de janeiro, por consequência da celulite, a menina teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Foi quando a família passou a enfrentar um calvário. Isso porque, no dia seguinte, a equipe médica informou a morte cerebral e que abririam o protocolo. Como a família não concordou e exigiu exame comprobatório, a menina continuou sendo tratada no CTI (Centro de Terapia Intensiva) pediátrico do HU.

Na última terça-feira (11), novo exame constatou atividade cerebral, mas o resultado foi inconclusivo para morte encefálica. Somente um exame mais profundo e indicado para o caso de Emilly poderia ser feito para confirmar a morte.

No entanto, apenas a Santa Casa possui o equipamento no Estado. Além de estar em manutenção, o transporte para o hospital trazia ainda mais riscos à paciente. EM função disso, a família denunciou a situação e tratou como descaso haver apenas um aparelho completo no Estado.

Procurada pelo Jornal Midiamax, a assessoria de imprensa do Hospital Universitário afirmou que acompanha o caso de Emilly e que ela já deu entrava no hospital com o quadro de saúde bastante delicado. Ainda conforme o hospital, não é possível nenhuma transferência da criança para outra unidade de saúde em razão do estado de saúde dela.

O HU explica que o único equipamento no Estado para a confirmação completa do diagnóstico de morte cerebral como o caso de Emilly fica mesmo na Santa Casa, mas que em casos assim, equipe médica daquele hospital vai até a unidade para fazer os exames. O hospital afirmou, ainda, que aparelho semelhante ao da Santa Casa será comprado, mas não há previsão de quando o processo licitatório para a compra será iniciado.

Jornal Midiamax