Cotidiano

Dá para malhar com pandemia de coronavírus? Academias mudam rotina em Campo Grande

O CREF11/MS emitiu uma nota com diversas orientações aos profissionais de educação física e às academias em MS perante a pandemia de Covid-19, o novo coronavírus. Vale lembrar que em MS há 6 casos confirmados da doença, todos em Campo Grande. Conforme a nota, os profissionais e estabelecimentos devem ficar em alerta para evitar a […]

Mariane Chianezi Publicado em 17/03/2020, às 18h10 - Atualizado em 18/03/2020, às 08h01

Foto ilustrativa | Reprodução
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O CREF11/MS emitiu uma nota com diversas orientações aos profissionais de educação física e às academias em MS perante a pandemia de Covid-19, o novo coronavírus. Vale lembrar que em MS há 6 casos confirmados da doença, todos em Campo Grande.

Conforme a nota, os profissionais e estabelecimentos devem ficar em alerta para evitar a transmissão comunitária do coronavírus. O conselho também destaca que os exercícios físicos são essenciais para a saúde e que os profissionais podem optar por orientar as pessoas a praticarem atividade física em casa, para evitar aglomeração nas academias.

Profissional de educação física e dona de uma academia, Dafyni Paz, disse ao Jornal Midiamax que foram instalados cartazes informativos sobre a doença na academia e álcool em gel foram disponibilizados para os frequentadores.

“Também providenciamos uma limpeza maior e com mais frequência dos aparelhos, orientamos a não cumprimentar e também orientamos a não pararem com atividade física, pois os exercícios podem aumentar a imunidade”, comentou Dafyni.

Confira as orientações do CREF11/MS:

1- Tomar cuidado com a intensidade e o volume dos exercícios, já que o excesso de esforço pode acabar tendo o efeito contrário e ocasionando um enfraquecimento do sistema imunológico;

2- Pessoas com baixa imunidade (asma, pneumonia, tuberculose, câncer, renais crônicos e transplantados) ou que apresentem sintomas de gripe e aqueles que tiveram contato casos suspeitos nos últimos dias devem evitar de ir a academia, devendo o profissional de Educação Física prescrever exercícios para fazer em casa;

3- Que as academias incentivem que seus alunos/clientes ao chegarem lavem as mãos com água e sabão, com tempo de duração não inferior de 20 a 30 segundos, na forma orientada pelo Ministério da Saúde;

4- Evite tocar o rosto, especialmente mucosas, boca, nariz e olhos – mesmo após o uso do álcool gel ou após lavar suas mãos;

5- Não compartilhe objetos de uso pessoal como garrafas de água e toalhas de rosto, além de talheres.

6- Ao tossir ou espirar, cubra sempre com o braço ou com lenço de papel (descarte imediatamente após o uso). É importante não utilizar às mãos, pois terão contato com aparelhos e outras superfícies;

7- As academias devem realizar a higienização periódica e constante dos seus equipamentos mantendo a disposição álcool 70% em gel para higienização pessoal de seus alunos/clientes;

8- As academias e os Profissionais de Educação Física devem orientar os seus alunos/clientes a higienizarem as mãos ao mudarem de estação ou de equipamento utilizado, mitigando a transmissão do vírus, segundo orientação do Ministério da Saúde;

9- Que as academias, principalmente as que possuem elevado número de alunos, adotem medidas para reduzir significativamente a aglomeração de alunos/clientes, mantendo 1m de distância de um aparelho para o outro e limitando o número de alunos para que não ultrapasse mais que 1 aluno a cada 2m² nos exercícios livres. Atividades ao ar livre podem ser uma opção;

10- Fica recomendado a suspensão de aulas coletivas, como as de ginástica ou treinamento funcional em ambientes fechados, para reduções do potencial de transmissão do Covid-19;

11- Recomenda-se também que se evitem os alongamentos com contato, substituindo pela demonstração do Profissional de Educação Física;

12- Todos os eventos esportivos que promovam aglomeração devem ser adiados, em consonância com as orientações do Ministério da Saúde e do Poder Executivo municipal, estadual e federal;

13- CREF11/MS estará funcionando normalmente, observando criteriosamente as normas de higiene preconizadas pelo Ministério da Saúde. Todos os funcionários que estejam enquadrados em alguma classificação de risco estarão trabalhando na modalidade de Home Office por 15 dias.

Essas medidas podem ser modificadas a qualquer momento. Estaremos em tempo real observando as orientações do Ministério da Saúde quanto ao avanço e propagação da doença.

Jornal Midiamax