Cotidiano

Comitiva visita aldeias e mapeia casos de violência contra mulheres indígenas em MS

Com o apoio de professores que já desenvolvem ações nas aldeias da Reserva Indígena Federal de Dourados, representantes do MMFDH (Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos),  coletam informações que possam subsidiar as políticas de enfrentamento a abusos cometidos contra mulheres indígenas. A comitiva integrada pelos titulares da SNPM  (Secretaria Nacional de Polít...

Marcos Morandi Publicado em 03/12/2020, às 10h11 - Atualizado às 16h18

Aldeia Jaguapiru. (Foto: Divulgação).
Aldeia Jaguapiru. (Foto: Divulgação). - Aldeia Jaguapiru. (Foto: Divulgação).

Com o apoio de professores que já desenvolvem ações nas aldeias da Reserva Indígena Federal de Dourados, representantes do MMFDH (Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos),  coletam informações que possam subsidiar as políticas de enfrentamento a abusos cometidos contra mulheres indígenas.

A comitiva integrada pelos titulares da SNPM  (Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres), Cristiane Britto, e da SNPIR  (Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), Esequiel Roque do Espírito Santo, esteve na Aldeia Jaguapiru na última terça-feira (1).

“O nosso objetivo é construir projetos que de fato atendam às necessidades das mulheres indígenas. Ouvir e entender melhor o que esperam do Governo Federal”, explicou a secretária Cristiane Britto.

Esta foi a primeira vez que integrantes do Governo Federal estiveram na aldeia Jaguapiru, em Dourados (MS). No local, onde vivem 18 mil pessoas, a maioria dos registros de violência contra a mulher é de casos de estupro de vulnerável. Só na última segunda-feira (30) foram relatados cinco casos de violência contra a mulher na aldeia.

A representante dos indígenas relatou dificuldades que agravam o problema durante o isolamento imposto pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). “A criança passa fome por causa da quarentena. O alimento que é entregue a cada 30 dias muitas vezes não dura até recebermos de novo”, explicou a coordenadora-geral da Organização das Mulheres, Alda da Silva.

Ainda segundo ela, tem gente que não está recebendo dinheiro do governo. “A criança fica doente e, se não temos dinheiro, como vamos arrumar remédio? A gente precisa de um projeto para a gente trabalhar”, reclamou a líder indígena.

O pedido de ajuda foi formalizado pela liderança local com a entrega de uma carta de reivindicações às autoridades federais. A visita às aldeias, segundo o MMFDH,  seguiu os protocolos de saúde para evitar o contágio e a transmissão da doença. Todos os integrantes do governo foram testados e mesmo após os exames mantiveram os cuidados necessários para preservar o distanciamento social.

Jornal Midiamax