Cotidiano

Começo de novembro tem menor número de incêndios dos últimos 4 meses em MS

Relatório do Inpe mostra que o número de incêndios nos primeiros seis dias de novembro foi o menor desde junho em Mato Grosso do Sul.

Gabriel Maymone Publicado em 07/11/2020, às 15h12 - Atualizado às 15h17

 (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação) - (Foto: Divulgação)

Relatório do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostra que do dia 1º a 6 de novembro Mato Grosso do Sul teve 87 incêndios florestais. O número é o menor para os seis primeiros dias do mês dos últimos 4 meses.

Conforme os dados, no mesmo período de junho, o estado registrou 143 focos de queimadas. O número saltou para 973 em julho, caiu para 219 em agosto. Em setembro, disparou novamente chegando a 766 incêndios e, por fim, 87 nos primeiros seis dias de novembro.

Assim, desse total de focos para novembro, a maioria começou entre os dias 5 e 6, quando surgiram 54 pontos de fogo no estado. Praticamente todos estão localizados na área pertencente a Corumbá, que abriga o Pantanal.

Fogo em Terra Indígena

A terra indígena Guató, localizada no noroeste de Mato Grosso do Sul – na fronteira com a Bolívia e divisa com Mato Grosso, estáameaçada pelo fogo. Equipes dos bombeiros e do Prevfogo/Ibama estão atuando na região do Pantanal, que fica em local de difícil acesso. O local fica a cerca de 150 km em linha reta do município de Corumbá.

A terra indígena conta com população de 198 indígenas, que ocupam uma área de 11 mil hectares. O analista ambiental do Ibama, Alexandre Pereira, informou que não houve necessidade de evacuação dos indígenas. “O fogo ainda está longe de onde as pessoas vivem e estamos tentando controlar as frentes de incêndio que chegaram nessa terra indígena Guató”, informou.

incêndios Pantanal

Uma das regiões que mais foi atingida pelos incêndios no Pantanal de MS, a Serra do Amolar já não preocupa tanto. Já que, segundo o coronel Moreira, uma grande extensão de área já foi queimada. “Lá virou um grande aceiro negro, que é quando queima a vegetação e não tem mais o que queimar. Agora, está queimando onde não queimou, principalmente no lado de Mato Grosso”, explicou.

Meteorologia

Apesar das chuvas terem interrompido a pior estiagem dos últimos anos no bioma, o volume de água não foi o suficiente para deixar a vegetação mais úmida. “Esse combustível vegetal vem de uma sequência de meses sem chuva. Embora tenha chovido, ainda tem risco de alta propagação”, detalhou o comandante do CPA.

Então, a previsão da meteorologia é de que de terça para quarta a região registre maiores volumes de chuva, que podem ajudar a eliminar os focos de incêndios.

Jornal Midiamax