Cotidiano

Com nível do Rio Paraguai baixo, comunidade pede socorro para ter acesso à água potável

As queimadas e a seca no Pantanal, que ocasionaram na baixa do nível do rio Paraguai, estão causando prejuízo as famílias que moram na comunidade da Barra do São Lourenço, localizada a 223 quilômetros de Corumbá. A realidade é uma água poluída, dificultando a vida das 25 famílias, cerca de 110 pessoas que ali vivem. […]

Dayene Paz Publicado em 05/11/2020, às 11h56 - Atualizado às 18h20

Água poluída do rio Paraguai. Imagem: Divulgação
Água poluída do rio Paraguai. Imagem: Divulgação - Água poluída do rio Paraguai. Imagem: Divulgação

As queimadas e a seca no Pantanal, que ocasionaram na baixa do nível do rio Paraguai, estão causando prejuízo as famílias que moram na comunidade da Barra do São Lourenço, localizada a 223 quilômetros de Corumbá. A realidade é uma água poluída, dificultando a vida das 25 famílias, cerca de 110 pessoas que ali vivem. Diante desse cenário, uma campanha do Ecoa (Ecologia e Ação) arrecada fundos para a construção de uma mini usina para o tratamento da água.

Até as cinzas das queimadas que atingem o Pantanal poluíram os rios. “É a soma das queimadas e o nível extremamente baixo do Rio Paraguai, fizeram com que a água não ficasse potável. Ela está muito suja, barrenta e as cinzas das queimadas também estão indo para o rio. Então os moradores não estão conseguindo utilizar essa água, que é a fonte que eles tem para o consumo, tomar banho, cozinhar”, destaca jornalista e ambientalista, Silvia Santana.

Diante da situação, pelos dias que estavam se tornando cada vez mais difíceis para as famílias da comunidade, a ambientalista realizou uma campanha e conseguiu arrecadar mais de R$ 8 mil. “As crianças da comunidade já estavam sofrendo, com diarreia, com vômito”, completa. Com o dinheiro, foram adquiridos galões de água, sendo que 4,5 mil litros de água potável já foram enviados para a comunidade.

Silvia Santana afirma que nas próximas semanas serão enviados mais galões, que ajudarão no abastecimento por cerca de três meses. Mas, como não resolve o problema por completo, a Ong Ecoa ainda lançou uma campanha e pretende arrecadar fundos para construção de uma mini usina de tratamento de água movida a energia solar.

Isso porque, de acordo com o Ecoa, com a chegada das chuvas, a previsão é que mais cinzas sejam arrastadas para o rio e, mais tarde, vindo a cheia, a decoada – a matéria orgânica apodrecerá, piorando ainda mais as condições da água do rio.

Jornal Midiamax