Cotidiano

Com leitos lotados, pagode ao lado de futebol tem aglomeração e pessoas e sem máscaras

Campo Grande enfrenta dificuldades para conseguir internação para todas as pessoas que precisam de leitos ao terem quadro de infecção por coronavírus agravado. No entanto, neste sábado (12), dezenas de pessoas se aglomeravam ao lado do campo de futebol famoso por sediar competições de bairro na Rua Yokohama, na Vila Palmira. Sem máscaras, as pessoas […]

Evelin Cáceres Publicado em 13/12/2020, às 09h41 - Atualizado às 16h47

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Campo Grande enfrenta dificuldades para conseguir internação para todas as pessoas que precisam de leitos ao terem quadro de infecção por coronavírus agravado. No entanto, neste sábado (12), dezenas de pessoas se aglomeravam ao lado do campo de futebol famoso por sediar competições de bairro na Rua Yokohama, na Vila Palmira.

Sem máscaras, as pessoas se aglomeravam em torno da partida em um pagode em frente ao local.

De acordo com relato de leitores ao Jornal Midiamax, do outro lado da rua também tinha aglomeração. “Não dava nem para passar a pé, porque tem um bar do outro lado e as pessoas estavam dançando pagode na rua. É uma vergonha essa atitude, pois diversas pessoas aqui do bairro, idosos, estão com coronavírus. Os jovens saem, vão para casa e contaminam quem é mais fraco”, reclamou um deles.

Outro destacou o total descaso dos jovens coma situação. “Eu passei e reclamei que não tinha lugar na calçada pra gente passar sem distanciamento, mas ainda fui hostilizado. É muito triste essa falta de consciência das pessoas. Não morreu na casa deles, então, para eles, é como se a pandemia não existisse. E se a gente respeitasse esse distanciamento entre as pessoas, usasse máscara, a gente não precisava de toque de recolher, nem fechar comércio. Mas o povo parece que não está nem aí mesmo”, desabafou.

A reportagem procurou a Semadur (Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Gestão Urbana) para saber se houve fiscalização no local, já que os moradores afirmam ter ligado para reclamar da movimentação, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

UTIs lotadas

Durante live da SES (Secretaria de Estado de Saúde) da sexta-feira (11), o secretário Geraldo Resende comentou que somente o HRMS já tem 12 pacientes na ala vermelha, à espera de leitos clínicos e de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

“Estamos vivenciando um quadro dramático, hospitais estão com capacidade máxima de atendimento em leitos clínicos e de UTI. Temos média diária de casos nos últimos 7 dias, acima de 1.100 casos por dia. A cada 100 casos, podemos ter 5 que precisam de leitos. Se levar média de 1.128 casos por dia, vamos precisar de mais de 55 leitos por dia a mais para atender o quantitativo de pacientes que necessitam de leitos”, disse.

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