Cotidiano

Com comércio aberto, militares paraguaios voltam a fechar fronteira com MS

Militares do exército paraguaio voltaram a fechar a fronteira entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã. Nesta terça-feira (6), mesmo com quase todas as lojas abertas, tropas fizeram um rígido na Linha Internacional. As pessoas foram proibidas de cruzar de um lado para o outro das duas cidades e caminhões foram usados como  barreira  para […]

Marcos Morandi Publicado em 07/10/2020, às 07h44 - Atualizado às 15h03

Soldados fizeram barreiras em frente ao Shopping China. (Foto: Marciano Cândia)
Soldados fizeram barreiras em frente ao Shopping China. (Foto: Marciano Cândia) - Soldados fizeram barreiras em frente ao Shopping China. (Foto: Marciano Cândia)

Militares do exército paraguaio voltaram a fechar a fronteira entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã. Nesta terça-feira (6), mesmo com quase todas as lojas abertas, tropas fizeram um rígido na Linha Internacional. As pessoas foram proibidas de cruzar de um lado para o outro das duas cidades e caminhões foram usados como  barreira  para impedir o trânsito.

Nos últimos dias poucos soldados faziam rondas na fronteira e, na maioria dos cruzamentos, existiam menos obstáculos e alguma cercas, que foram retiradas na segunda-feira (5), com o anúncio de reabertura das grandes lojas.

A presença do exército paraguaio na fronteira deixou novamente a população assustada, uma vez que o contingente de soldados colocados nas ruas foi bem maior que o normal e lembrou o início das primeiras barreiras. “Parecia operação de guerra”, disse o comerciante Carlos Moreira, residente em Ponta Porã.

A movimentação do exército paraguaio foi relaxada na fronteira entre Brasil e Paraguai  desde o último dia 9 de setembro, quando o ex-vice-presidente da República Óscar Denis, de 74 anos, foi sequestrado em Concepción, também na divisa com Mato Grosso do Sul, segundo o Última Hora. Não houve nenhuma explicação para essa nova operação do exército.

Ainda na segunda-feira (5), a Câmara de Comércio de Pedro Juan Caballero e também alguns lojistas brasileiros já tinha se manifestado pedindo a retirada das tropas. “Entretanto, para a nossa surpresa, eles voltaram as ruas com um efetivo ainda maior e mais armado. Esperamos que isso não aconteça novamente hoje”, disse um comerciante paraguaio.

Jornal Midiamax