Cotidiano

Com cartazes pedindo respeito e justiça a Mariana Ferrer, mulheres protestam em Campo Grande

Após a repercussão do caso a influenciadora digital Mariana Ferrer, mulheres protestam, na tarde desta sexta-feira (6), em frente ao MPF (Ministério Público Federal), na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande. Com cartazes, coletivos pedem justiça a jovem que foi alvo de acusações machistas durante a audiência de processo na qual figura vítima de estupro. […]

Karina Campos Publicado em 06/11/2020, às 17h22 - Atualizado em 07/11/2020, às 07h44

(Foto: Leonardo de França)
(Foto: Leonardo de França) - (Foto: Leonardo de França)

Após a repercussão do caso a influenciadora digital Mariana Ferrer, mulheres protestam, na tarde desta sexta-feira (6), em frente ao MPF (Ministério Público Federal), na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande. Com cartazes, coletivos pedem justiça a jovem que foi alvo de acusações machistas durante a audiência de processo na qual figura vítima de estupro.

A mobilização seguirá até às 20h, representando apoio a vítima. Segundo a Camila Vilar, integrante do coletivo Juntas Venceremos, os atos de repúdio seguem no domingo (8) em frente ao prédio da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul).

Os atos já duram três, com a intenção é chamar atenção da Justiça aos casos semelhantes onde as vítimas de crimes sexuais são discriminadas e até culpadas pelo assédio ou estupro. Uma carta será enviada ao judiciário pedindo mais prepara aos serviços que atendem as vítimas, como capacitação de equipes, pois geralmente são homens, e centros de acolhimento as mulheres que passam pela violência.

Com cartazes pedindo respeito e justiça a Mariana Ferrer, mulheres protestam em Campo Grande
(Foto: Leonardo de França)

A artista plástica Thayla Palhares,23, conta que soube do protesto pelo Facebook e fez questão de participar. Ingressa no movimento feminista, realiza esculturas simbolizando a feminilidade e no empoderamento feminino. “Se nós mulheres que sofremos com tudo isso não nos mobilizarmos e fazermos nossa parte, quem vai? ”, questiona.

O protesto está mobilizado nas duas vias da avenida. Os cartazes mencionam palavras de ordem como “A justiça não é cega, é paga para não ver” e frases ditas por Mariana como “Excelentíssimo, estou pedindo respeito”.

Jornal Midiamax