Cotidiano

Com baixas vendas em 2020, setor de fogos de artifício aposta em festas familiares na virada

Levando em consideração a suspensão de eventos e grandes festas neste ano, por conta da pandemia de coronavírus, o setor de fogos de artifício foi um dos grandes impactados com a queda nas vendas. Em Campo Grande, com a proximidade da época de maior movimento para o setor, empresários investiram pouco no estoque, mas a […]

Karina Campos Publicado em 13/12/2020, às 08h00 - Atualizado às 13h08

Comerciantes foram impactados pela suspenção de eventos. (Foto: Leonardo de França)
Comerciantes foram impactados pela suspenção de eventos. (Foto: Leonardo de França) - Comerciantes foram impactados pela suspenção de eventos. (Foto: Leonardo de França)

Levando em consideração a suspensão de eventos e grandes festas neste ano, por conta da pandemia de coronavírus, o setor de fogos de artifício foi um dos grandes impactados com a queda nas vendas. Em Campo Grande, com a proximidade da época de maior movimento para o setor, empresários investiram pouco no estoque, mas a maior expectativa de vendas está em festas familiares.

Sócia-proprietária de loja na Rua 7 de Setembro, Centro de Campo Grande, Irene Coutinho de Lima, explica que ainda é cedo para afirmar que o mês mais lucrativo será  de poucas vendas. Segundo ela, o maior período de vendas para a virada de fim de ano começa a partir de 10 de dezembro.

“Ainda não sabemos se vamos sentir, porque as pessoas deixam sempre para última hora. A impressão que fica é que esse ano (as festas) vão ser mais em casa, vão ficar por aqui, não vão viajar e será em família”, disse.

Com baixas vendas em 2020, setor de fogos de artifício aposta em festas familiares na virada
Queda na empresa de Irene foi de 80%. (Foto: Leonardo de França)

O público deste ano deve ser mais familiar, ela conta que a maior parte dos clientes estão procurando kits com menor ruído e em pouca quantidade. Com queda de cerca 80% no faturamento anual, a empresa investiu apenas 30% do habitual na compra de kits de baterias menores, principalmente para famílias que pretendem comemorar as festas em locais mais afastados da cidade, como sítios, chácaras ou fazendas.

“A procura é por rojões, kits e baterias menores de 16 e 25 unidades, que é justamente para festas familiares. A expectativa é boa, sem festas grandes, as pessoas compram para comemorar em família”.

Outro nicho

Já Álvaro Gasparetto, 29 anos, proprietário de um estabelecimento do ramo localizado na Avenida Ernesto Geisel também relata queda nas vendas dos fogos de artifício. Para contornar a queda, o empresário investiu em fumaças coloridas, usadas geralmente em chá revelação de sexo de bebês.

Com baixas vendas em 2020, setor de fogos de artifício aposta em festas familiares na viradaA queda geral foi de 70%. Na realidade estamos sem saber, prevemos que o cara da fazenda ou do sítio vai comprar. O que mais sai são fogos de baixo ruído, para se adequar as reclamações e fogos de fumaça, depois do chá revelação do cantor Alok”.

O comerciante preferiu comprar para estoque a mesma quantidade de produtos do ano anterior, e está aguardando a decisão da prefeitura quanto aos decretos para frear o avanço da Covid-19 na Capital.

“Movimento não é igual ao do ano passado, mas percebemos que tem gente comprando antecipado. Percebemos que compravam para fazer queima de fogos durante as lives”, finaliza.

Jornal Midiamax