Cotidiano

Com aumento de focos, aeronaves são enviadas para combater incêndios no Pantanal

Para combater os registros crescentes de queimadas, o Governo de Mato Grosso do Sul enviou aeronaves e reforçou o efetivo do Corpo de Bombeiros para combater incêndios no Pantanal de Corumbá, a 444 quilômetros de Campo Grande. Conforme levantamento, de janeiro a abril de 2020, foi registrado 40% a mais focos de queimadas na região […]

Karina Campos Publicado em 21/04/2020, às 16h33 - Atualizado em 19/07/2020, às 12h43

(Foto: Ilustrativa/Divulgação)
(Foto: Ilustrativa/Divulgação) - (Foto: Ilustrativa/Divulgação)

Para combater os registros crescentes de queimadas, o Governo de Mato Grosso do Sul enviou aeronaves e reforçou o efetivo do Corpo de Bombeiros para combater incêndios no Pantanal de Corumbá, a 444 quilômetros de Campo Grande. Conforme levantamento, de janeiro a abril de 2020, foi registrado 40% a mais focos de queimadas na região comparado ao mesmo período do ano passado.

O monitoramento feito pela Sala de Situação, que acompanha a evolução de focos de incêndio em Mato Grosso do Sul, ressaltou que o grande número de queimadas era esperado a partir de mês de junho, porém, por conta da antecipação do tempo seco, as medidas de emergência precisaram ser antecipadas.

Com aumento de focos, aeronaves são enviadas para combater incêndios no Pantanal
(Foto: Divulgação)

Segundo o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), uma das preocupações é o previsão do período sem chuvas nas próximas semanas no Estado.

“Nós intensificamos as ações para reforçar o combate aos incêndios. Informamos o governador Reinaldo Azambuja sobre a necessidade de se contar com reforço de aeronaves e equipamentos e ja foram acionados os governos do Mato Grosso, Santa Catarina e Distrito Federal. Agora, estamos estruturando a questão logística, que envolve a disponibilização de combustível para as aeronaves e veículos terrestres, alojamento e alimentação para as equipes. Queimada é crime ambiental e algumas denúncias recebidas pela PMA serão devidamente apuradas. Importante lembrar que existe uma técnica de queima controlada, que é o manejo integrado do fogo, que pode ser devidamente aplicada pelo produtor rural, sob orientação e controle do Imasul”, ressaltou.

O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Joilson Alves do Amaral, também ressaltou que todos os meses deste ano registraram número de focos de calor acima da média. “O mês de Março foi o maior da serie histórica , desde 1999, e o mês de abril, até o momento, já tem o maior número de queimadas dos últimos 10 anos”.

Duas aeronaves Air Tractor estão a disposição no Aeroporto do município oara ações específicas ao combate de incêndio florestal, enviadas pelo de Bombeiros Militar de Mato Grosso e Distrito Federal. No aeroporto, as equipes abastecerão o avião de QAv e Água, dentro do horário de funcionamento do local, que é das 7h às 17h.

Também foi solicitada ao Ibama de Brasília a contratação de brigadistas em caráter temporário. Para o combate aéreo, a unidade Santa Catarina disponibilizou um helicóptero.
“Ao todo, estamos mobilizando neste primeiro momento 30 bombeiros para reforçar as ações na região, sendo do 15 do CBMMS. Que atuarão em terra. O Ibama em Brasília também está tentando a obtenção de recursos para disponibilizar um helicóptero”, acrescentou o Coronel Joílson.O helicóptero é importante para posicionar as equipe de Bombeiros o mais próximo do foco de incêndio ou seja da linha de incêndio. A aeronave joga água na linha diminuindo a temperatura e possibilitando que a equipe de terra se aproxime e apague o incêndio”, finalizou o comandante.

Dados do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), indicam que não há expectativa de chuva para o Estado até dia 28 de abril. “Espera-se elevadas temperaturas e baixos índices de umidade relativa do ar. Segundo o modelo de previsão de numérica GFS/NOAA, preliminarmente as chuvas poderão retornar ao Estado no dia 29 de abril”, informa Franciane Rodrigues, coordenadora do centro de monitoramento.

Jornal Midiamax