Cotidiano

Com alto índice de leishmaniose e abandono de animais, cidades de MS recebem castramóvel

Mais municípios de Mato Grosso do Sul estão aderindo aos serviços do castramóvel, para evitar abandono de animais e auxiliar na taxa de natalidade dos bichos domésticos. O CRMV-MS (Conselho Regional de Medicina Veterinária de MS) informou, nesta quarta-feira (16), que mais 11 cidades do Vale de Ivinhema contam com o novo atendimento. Os municípios […]

Karina Campos Publicado em 16/12/2020, às 14h36 - Atualizado às 14h44

(Foto: Ilustrativa/Arquivo Midiamax)
(Foto: Ilustrativa/Arquivo Midiamax) - (Foto: Ilustrativa/Arquivo Midiamax)

Mais municípios de Mato Grosso do Sul estão aderindo aos serviços do castramóvel, para evitar abandono de animais e auxiliar na taxa de natalidade dos bichos domésticos. O CRMV-MS (Conselho Regional de Medicina Veterinária de MS) informou, nesta quarta-feira (16), que mais 11 cidades do Vale de Ivinhema contam com o novo atendimento.

Os municípios que devem receber os serviços, que já começaram na segunda-feira (14), são: Anaurilândia, Angélica, Batayporã, Bataguassu, Brasilândia, Ivinhema, Glória de Dourados, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Santa Rita e Taquarussu.

“De modo geral, para realizar um programa de controle populacional no município, faz-se necessário submeter o projeto ao CRMV-MS do com antecedência mínima de 60 dias ao início previsto para a execução das atividades, as quais só poderão ocorrer após a aprovação. É obrigatório que a ação tenha um médico-veterinário RT (Responsável Técnico), com a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) homologada”, disse o presidente do conselho Rodrigo Piva.

A unidade móvel é equipada com sala de pré-operatório, centro cirúrgico, sala de pós-operatório e higienização, armário, espaço para recuperação, ar-condicionado, balança e macas. O castramóvel foi adquirido com recursos indenizatórios do município de Bataguassu que somam mais de R$ 142 mil.

“Uma das formas de se conter o alto índice de contaminação é o controle da população canina. Pois, muitas famílias acabam abandonando os filhotes de seus animais pela falta de condições em manter os pets, ainda mais se contraem a leishmaniose”, explica a secretária municipal de Saúde de Bataguassu, Maria Angélica Benetasso.

Para o procedimento de castração, serão feitas a triagem e classificação do animal. A cirurgia para retirada dos testículos dos machos e do útero e trompas, no caso das fêmeas, só pode ser feita após o proprietário assinar um termo de responsabilidade. No início do projeto serão realizadas apenas cirurgias em cães machos e futuramente, em uma segunda etapa, em fêmeas e felinos.

Jornal Midiamax