Cotidiano

Com 34% de isolamento, MS tem 2ª maior população do país no grupo de risco para o coronavírus

O coronavírus é uma doença perigosa que tem avançado em Mato Grosso do Sul, fazendo cada vez mais vítimas. No estado, já foram registradas 458 mortes e parte dos óbitos está relacionado às comorbidades dos pacientes. Mesmo com o avanço da doença, a taxa de isolamento da população continua em 34,2%, abaixo do recomendado por […]

Mylena Rocha Publicado em 06/08/2020, às 13h45 - Atualizado às 19h02

(Foto: Leonardo de França/Jornal Midiamax)
(Foto: Leonardo de França/Jornal Midiamax) - (Foto: Leonardo de França/Jornal Midiamax)

O coronavírus é uma doença perigosa que tem avançado em Mato Grosso do Sul, fazendo cada vez mais vítimas. No estado, já foram registradas 458 mortes e parte dos óbitos está relacionado às comorbidades dos pacientes. Mesmo com o avanço da doença, a taxa de isolamento da população continua em 34,2%, abaixo do recomendado por autoridades de saúde. Doenças crônicas colocam pacientes como população de risco para o coronavírus e 20,96% da população adulta de MS tem pelo menos uma comorbidade – a segunda maior do país.

Dados do Monitora Covid-19, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), mostram que Mato Grosso do Sul é o segundo estado com a maior taxa de adultos com doenças crônicas. MS só fica atrás do Rio Grande do Sul, que tem 21,09% da população adulta com pelo menos uma doença crônica.

Com 34% de isolamento, MS tem 2ª maior população do país no grupo de risco para o coronavírus

A porcentagem de população idosa também chama a atenção no estado. Os idosos também estão no grupo de risco e representam 14,93% da população, segundo o Monitora Covid-19. Das 16 mortes registradas no boletim epidemiológico estadual de quinta-feira (6), nove vítimas eram idosos.

Dados do Monitora Covid-19 também informam sobre a população com diabetes (9,1%), hipertensão (21,45%), doença do pulmão (2,21%), doença do coração (4,23%).

A vulnerabilidade de alguns grupos da população é uma das principais preocupações com a pandemia de coronavírus. Conforme divulgou a Fiocruz, para a comunidade científica é consenso que idosos e portadores de doenças crônicas apresentam um perfil mais suscetível diante da infecção, o que já foi documentado em diferentes estudos e pesquisas realizados em todo mundo. 

Jornal Midiamax