Cotidiano

#CG121: De pouco em pouco, Campo Grande viu o verde dar lugar ao cinza

A cidade de Campo Grande completa no próximo dia 26 de agosto 121 anos de existência. Fundada por mineiros em 1899 e tendo definição de capital a partir da divisão histórica entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o município foi crescendo em meio a pastagens nativas e o cinza passou […]

Vinícius Costa Publicado em 23/08/2020, às 07h53 - Atualizado em 24/08/2020, às 08h21

Foto: Reprodução, GMaps
Foto: Reprodução, GMaps - Foto: Reprodução, GMaps

A cidade de Campo Grande completa no próximo dia 26 de agosto 121 anos de existência. Fundada por mineiros em 1899 e tendo definição de capital a partir da divisão histórica entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o município foi crescendo em meio a pastagens nativas e o cinza passou a ser predominantes em muitos locais ao longos dos anos.

Aos poucos, a cidade foi tomando forma e a construção de edifícios, prédios e casas foi ocupando espaço do verde, que era acompanhado de pequenas casas, cavalos e charretes no século passado.

Para tornar a identidade de capital ainda mais visível, um dos estudos feitos pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) no ano de 2016, apontou que Campo Grande já tinha mais de 900 prédios construídos ao longo dos anos e começava a engatinhar para ter sua verticalidade, cenário criado pelos edifícios da mesma proporção.

A Avenida Afonso Pena é um dos símbolos da cidade pela sua grande extensão e ser uma das principais vias. Entretanto, sua história contempla uma vista esplêndida de árvores nos cantos laterais e centrais, mas que nos últimos anos, foi tendo o contraste do cinza e do branco por conta das edificações que foram sendo construídas.

Na comparação acima, é possível ver no século passado que as árvores eram o grande cenário e a avenida não tinha grande fluxo de carros e muito menos pensava-se na hipótese de ter prédios. Mas, a construção civil foi tomando seu espaço e com isso, a vista foi mudando e concentrando cada vez mais o branco e cinza, mesmo que ainda se resta a lembrança dos anos verdes.

Belmar Fidalgo

Na década de 30, o espaço do Belmar Fidalgo era composto por um estádio de futebol, mas no passar do tempo, as construções foram avançando e em 1987, a estrutura foi desfeita para dar espaço a uma praça esportiva, tendo a sua principal reforma no ano de 1994.

O espaço era um dos mais arborizados de Campo Grande, com poucos imóveis ao seu redor. Porém, com o passar dos anos, as construções passaram a ser mais frequentes e nos últimos anos, a praça esportiva mistura o verde e o cinza, tendo sobressaído mais para as edificações que tomam o céu.

14 de julho, o polo comercial

A rua 14 de Julho é o atual centro comercial de Campo Grande. Nas décadas passadas, o local já vinha sendo preparado para receber grandes edificações.

A população viu a transformação nos últimos anos e a reinauguração da rua no ano passado, transformando-a num polo central e mais confortável, com mais árvores plantadas, mas também com um cenário da Avenida Paulista, como vem sendo rotulado depois da transformação.

Parque dos Poderes

Um dos principais pontos ecológicos da cidade, o Parque dos Poderes conta com uma área verde imensurável, mas também é cercada de prédios com os órgãos governamentais e não governamentais sendo construídos ao seu redor. As áreas verdes foram sendo desmanchada para a criação de edificações e moradias por ser um espaço calmo e acolhedor.

Campo Grande ainda tenta manter a potencialidade do verde como um grande cartão postal para os visitantes. Mas projetos políticos tentaram recentemente retirar boa parte do verde para a construção de prédios e a criação de um amplo estacionamento que recolheria grande parte do meio-ambiente conservado ao longo do tempo.

Região do Shopping Campo Grande

A região do Shopping Campo Grande é um exemplo de cenário que foi tendo a construção civil caminhando ao seu lado o tempo todo. Desde o início dos anos 2000, as casas já haviam sendo construídas e mantidas e isolando cada vez mais o verde para o Parque das Nações Indígenas, que segue também como grande cartão postal da cidade por conseguir manter o lago e a grande área verde que contempla a aparição de alguns animais, como as capivaras.

As edificações começaram a ser mais frequentes a partir de 2005, como mostra duas imagens retiradas do Google Earth. É um exemplo claro de que a construção civil encontrou um lugar para se firmar e garantir terrenos grandiosos para o futuro. A proximidade com o Shopping também deixa claro que o espaço é um dos mais povoados e dos mais cercados por prédios e apartamentos.

Jornal Midiamax