Cotidiano

Cerca de 26% do bioma pantaneiro já foi destruído pelas chamas, alerta monitoramento

O monitoramento de satélite da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) apontou que de janeiro ao último sábado (3), cerca de 3,9 milhões de hectares foram devastados no Pantanal, sendo 26% do bioma natural, onde o impacto é irreversível. De acordo com o analista ambiental do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos […]

Karina Campos Publicado em 06/10/2020, às 17h59 - Atualizado às 18h22

(Foto: Divulgação/Prevfogo/Ibama)
(Foto: Divulgação/Prevfogo/Ibama) - (Foto: Divulgação/Prevfogo/Ibama)

O monitoramento de satélite da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) apontou que de janeiro ao último sábado (3), cerca de 3,9 milhões de hectares foram devastados no Pantanal, sendo 26% do bioma natural, onde o impacto é irreversível.

De acordo com o analista ambiental do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) Alexandre Pereira, só em Mato Grosso do Sul, cerca de 1,8 milhão de hectares foram consumidos pelo fogo.

Para debater ações de enfrentamento e projetos de leis que devem ajudar na recuperação das áreas, deve ser debatido nesta quarta-feira (7), em uma reunião com a CTEPantanal (Comissão Temporária Externa Pantanal), com a presença de órgãos de proteção ambiental e poder público.

Base na Serra do Amolar

Uma base foi contada na Serra do Amolar, em Corumbá nesta terça-feira (6). O ponto estratégico dará mais agilidade aos combates de difícil acesso e movimentação dos combatentes.

Desde o início da semana, mais 150 combatentes entre fuzileiros navais, bombeiros, brigadistas e voluntários atuam nas regiões da Br-262, Serra do Amolar, Jatobazinho, Serra Negra, Fazenda Bodoquena, Fazenda Santa Tereza e Fazenda Santa Clara.

Atualmente são cinco caminhões-pipa, porém, mais sete devem chegar ao Estado, cedidas pelo Exército e Bombeiros do Paraná. Na segunda-feira (5), mais 68 militares chegaram em Ladário para somar no efetivo.

Jornal Midiamax