Cotidiano

Carro é apreendido em delegacia de MS e idosa descobre que veículo foi vendido após registro de multas

Três anos após ter seu carro apreendido por tráfico de drogas, uma idosa recuperou o veículo e agora o MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) vai acompanhar a investigação da Polícia Civil por peculato, na qual um policial é suspeito de vender o Volkswagen Gol a uma mulher. A instauração do […]

Adriel Mattos Publicado em 01/12/2020, às 08h38 - Atualizado às 21h08

Foto: Reprodução, TJMS
Foto: Reprodução, TJMS - Foto: Reprodução, TJMS

Três anos após ter seu carro apreendido por tráfico de drogas, uma idosa recuperou o veículo e agora o MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) vai acompanhar a investigação da Polícia Civil por peculato, na qual um policial é suspeito de vender o Volkswagen Gol a uma mulher. A instauração do procedimento foi divulgada no Diário Oficial do órgão da segunda-feira (30). 

Conforme o procedimento administrativo, o veículo foi apreendido pela PMR (Polícia Militar Rodoviária) com 3,5 kg de maconha na rodovia MS-164, em Ponta Porã em 2017. O carro era guiado pelo neto da proprietária, à época com 20 anos.

Ele foi preso em flagrante e condenado por tráfico de drogas. Após a conclusão do processo, a idosa pediu a devolução do veículo, mas a busca se arrastou por dois anos. Em janeiro deste ano, a Justiça determinou a entrega do carro. A advogada da idosa procurou a delegacia, em Ponta Porã, mas o Gol não estava no pátio.

A defensora da vítima ainda constatou que o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) emitiu três multas em nome dela, cada uma no valor de R$ 130,16. Duas delas foram em Ponta Porã e uma em Campo Grande, o que totalizou R$ 390,48.

Somente em abril, o Gol foi encontrado em poder de uma mulher, que alegou ter comprado o carro de um homem. Dessa forma, foi aberta investigação para apurar eventual crime de peculato. 

O caso está sendo investigado também pela Corregedoria da Polícia Civil. A promotoria pediu à polícia para ser informada do andamento do caso a cada 40 dias.

Jornal Midiamax