Cotidiano

Campo Grande terá toque de recolher às 22h e novo decreto da ‘Lei Seca’ é descartado

Após cinco dias da ‘Lei Seca’ em Campo Grande, com a proibição de consumo de bebida alcoólica em ruas e estabelecimentos, a taxa de ocupação geral dos leitos hospitalares em Campo Grande apresentou queda e nesta segunda-feira (17), foi definido que a medida não será prorrogada e toque de recolher será flexibilizado em uma hora. […]

Mariane Chianezi Publicado em 17/08/2020, às 17h34 - Atualizado em 18/08/2020, às 08h55

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Após cinco dias da ‘Lei Seca’ em Campo Grande, com a proibição de consumo de bebida alcoólica em ruas e estabelecimentos, a taxa de ocupação geral dos leitos hospitalares em Campo Grande apresentou queda e nesta segunda-feira (17), foi definido que a medida não será prorrogada e toque de recolher será flexibilizado em uma hora.

A decisão aconteceu após reunião entre a Prefeitura Municipal, MPE (Ministério Público do Estado) e CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas). Conforme informações do presidente da CDL, Adelaido Vila, a reunião durou cerca de três horas e após conversa entre os representantes, foi definido que a restrição de venda de bebida alcoólica nos estabelecimentos não será prorrogada.

“Foi uma decisão muito positiva. Vamos ter a flexibilização do toque de recolher às 22h e as empresas, como bares e restaurantes, poderão voltar a vender bebidas. Tivemos esse resultado graças ao aumento de leitos garantidos pela prefeitura e pela redução no número de internados”, disse Vila.

Um dos objetivos da Lei Seca era reduzir o índice de ocupação dos leitos hospitalares e segundo a Sesau, a taxa de 80% já representa uma redução tanto de pacientes com Covid-19 quanto de internações por acidentes.

Lei Seca

De quarta-feira (12) a domingo (16) ficou proibido consumir bebida alcoólica em estabelecimentos ou ruas de Campo Grande, conforme o decreto 14.413. A intenção da prefeitura era evitar que as pessoas saíssem para beber e, evitar assim, acidentes de trânsito, que correspondem a maior parte das internações em  hospitais.

A fiscalização que envolveu equipes da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), GCM (Guarda Civil Municipal) e Vigilância Sanitária fiscalizaram pelo menos 300 estabelecimentos nesse período.

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