Cotidiano

Campo Grande terá mobilização em apoio a Mariana Ferrer no domingo

Grupos de mulheres organizam protesto em Campo Grande para pedir por Justiça no caso da influenciadora digital, Mariana Ferrer, de Santa Catarina, que ganhou repercussão nacional após julgamento, o qual o empresário André de Camargo Aranha foi absolvido de uma acusação de estupro. Os grupos ‘Juntas Crescemos’, ‘Elas Podem’ e o site ‘Papo de Vênus’ […]

Gabriel Maymone Publicado em 06/11/2020, às 11h10

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Grupos de mulheres organizam protesto em Campo Grande para pedir por Justiça no caso da influenciadora digital, Mariana Ferrer, de Santa Catarina, que ganhou repercussão nacional após julgamento, o qual o empresário André de Camargo Aranha foi absolvido de uma acusação de estupro.

Os grupos ‘Juntas Crescemos’, ‘Elas Podem’ e o site ‘Papo de Vênus’ organizam a manifestação, que está marcada para às 15h do domingo (8), na Praça do Rádio Clube.

Conforme trecho do texto que convoca as mulheres a participarem do ato, “a manifestação, apartidária e com fins culturais, levanta duas principais bandeiras: o fim da culpabilização da vítima dentro da cultura do estupro e a revisão do machismo estrutural no sistema judiciário brasileiro”.  O protesto também irá pedir a revisão da sentença.

“Entendemos que a injustiça cometida contra Mariana é também contra todas as mulheres do Brasil”, pontuam os coletivos responsáveis pela manifestação.

As organizadoras destacam: “Queremos a participação daqueles que se identificam e respeitam a causa feminista e são contra o retrocesso dos direitos das mulheres, alvo de disputas ideológicas promovidas inclusive pelo atual governo”.

Campo Grande terá mobilização em apoio a Mariana Ferrer no domingoÉ recomendado uso de máscara de proteção individual e distância entre os participantes de pelo menos 1,5 metros. Para identificação o ato sugere o uso de roupa preta.

O caso

O homem é acusado de estuprar a jovem promoter em uma festa que ocorreu em 2018. De acordo com o promotor responsável pelo caso, não havia como o empresário saber, durante o ato sexual, que Mari não estava em condições de consentir a relação, não existindo assim “intenção” de estuprar.

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