Cotidiano

Bolivianos pedem auditoria nas eleições e bloqueiam estrada na fronteira com Corumbá

O bloqueio na estrada bioceânica entra em seu segundo dia, na fronteira da Bolívia com Corumbá, cidade a 444 quilômetros de Campo Grande, cumprindo determinação do Comitê Cívico Pró Santa Cruz, que exige uma auditoria nas eleições presidenciais e o adiamento da posse do presidente eleito Luis Arce, marcada para domingo (08) por suposta fraude […]

Dayene Paz Publicado em 06/11/2020, às 11h55

Bloqueio continua na região. Imagem: Diário Corumbaense
Bloqueio continua na região. Imagem: Diário Corumbaense - Bloqueio continua na região. Imagem: Diário Corumbaense

O bloqueio na estrada bioceânica entra em seu segundo dia, na fronteira da Bolívia com Corumbá, cidade a 444 quilômetros de Campo Grande, cumprindo determinação do Comitê Cívico Pró Santa Cruz, que exige uma auditoria nas eleições presidenciais e o adiamento da posse do presidente eleito Luis Arce, marcada para domingo (08) por suposta fraude no pleito. Os manifestantes continuam interditando a rodovia na cidade de Puerto Suárez. Já na divisa dos dois países, no Posto Esdras, o tráfego é normal.

Nesta sexta-feira (06), o trânsito de veículos, do setor de transporte pesado, de passeio, comércio e ônibus de viagens, são impedidos de circular pela estrada, nos dois sentidos. O bloqueio começou à zero hora de quinta-feira (05) e deve se encerrar nesta sexta, conforme divulgou o Diário Corumbaense. 

San Ignacio de Velasco está isolado. As diferentes estradas de entrada e saída para Santa Cruz e que dão acesso até o Brasil, por Corumbá estão bloqueadas. Os moradores das cidades que fazem parte dessa região, em conjunto com a União da Juventude Velasquina, assumiram o bloqueio das rotas.

Já na cidade de Santa Cruz de La Sierra, a sexta-feira amanheceu com as ruas bloqueadas. A cidade, destino de muitos turistas que visitam a Bolívia, é considerada uma das mais populosas e atrativas do país andino.

Antes das 8 horas, o presidente da Comissão de Santa Cruz, Rómulo Calvo, qualificou a greve departamental de avassaladora. Para Calvo, “estamos em momentos muito críticos de nossa vida democrática”, por isso exige que a presidente Jeanine Áñez “ordene uma auditoria e suspenda a mudança do comando presidencial”. Ele lembrou que a integrante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosário Baptista, enviou carta à OEA para solicitar a auditoria dos cadernos eleitorais.

Jornal Midiamax